Frequentemente, ouve-se falar acerca de nanotecnologia e dos seus avanços. Hoje, graças a esses mesmos avanços, a recolha de impressões digitais, na produção de provas, está não só facilitada como melhorada.
O método mais tradicional assenta no facto de em meio ácido, as partículas de ouro se ligarem aos iões de carga positiva na impressão digital. Esta será revelada através de uma solução de iões de prata, que origina os tão famosos contornos escuros da impressão digital.
Esta técnica padece do problema da instabilidade da solução de ouro, pelo que seria de todo o interesse o aparecimento de um processo que ajudasse a ultrapassar esta situação. Tal, parece ter acontecido com o desenvolvimento de um novo método em que às nanopartículas de ouro são adicionadas cadeias hidrocarbonadas (constituídas por átomos de carbono e hidrogénio, associados por ligações covalentes) que serão suspensas em éter de petróleo. Através deste processo obtêm-se impressões digitais de elevada qualidade cuja revelação não ultrapassa três minutos.
Esta técnica foi adaptada a superfícies não porosas, na qual se recorre a uma suspensão de cádmio selenide/sulfureto de zinco em éter de petróleo e em que a impressão digital se torna fluorescente, dispensando os trabalhos de revelação.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21020&op=all (adaptado)
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O cabelo e os registos da vida
Hoje, um mero fio de cabelo, consoante o seu comprimento e o período em que caiu, poderá levar à identificação de uma vítima de homicídio ou mesmo à confirmação de álibis.Esta constatação deriva de um estudo, que teve como base amostras de água da torneira e cabelos recolhidos de cabeleireiros, o qual revelou que 85% das variações de isótopos de hidrogénio e oxigénio nos cabelos de uma pessoa se devem a diferentes composições da água potável.
Por este motivo, foi elaborado um mapa que expressa a razão existente entre a quantidade de átomos de hidrogénio e de oxigénio e os respectivos isótopos presentes no cabelo que permite identificar uma determinada zona geográfica. Este conhecimento já possibilitou estabelecer os percursos efectuados por uma mulher que foi assassinada nos Estados Unidos da América há já alguns anos.
Para além dos óbvios contributos que esta técnica terá no campo das Ciências Forenses, também os médicos poderão determinar sintomas associados ao agravamento de doenças alimentares. Antropólogos e arqueólogos poderão, igualmente, utilizar este conhecimento para a reconstituição das migrações das populações ou animais extintos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Apanhar quem quebra promessas
Como é costume dizer o prometido é devido, se bem que por vezes a promessa, que tem como base a cooperação e confiança, pode não ser mantida, face a incentivos materiais, quer seja em contexto social, económico ou político.Dentro em breve quem falta a promessas vai-se dar mal. Investigadores suíços descobriram que o cérebro manifesta uma actividade anormal quando se falta ao prometido.
Para se chegar a essa conclusão, estudiosos realizaram uma experiência de interacção social, através de um scanner cerebral, em que a quebra de uma promessa traria benefícios monetários para o incumpridor e prejuízos para a parte ludibriada.
Os resultados revelaram que se verificava um aumento da actividade em determinadas áreas do cérebro que desempenham um papel importante no processamento das emoções e do controlo, que acompanhavam o mecanismo da quebra da promessa – o que sugere que a mesma activa um conflito no prevaricador, por não ter honrado o compromisso assumido. Os resultados obtidos poderão ser utilizados para prever comportamentos futuros, intenções maléficas e expor os mentirosos, o que seria uma mais-valia no campo das Ciências Forenses.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37898&op=all#cont (adaptado)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Os vulcões
Nascemos no coração das estrelas, onde se gerou o carbono, poderoso elemento estruturante da vida, quem sabe, se bem semeada na imensidão do Cosmos, mas é neste grão minúsculo, em que a todo o momento se enfrentam a serenidade dos dias que passam e o sobressalto violento das torrentes que jorram das suas entranhas, que continuamos a sentirmo-nos infinitamente pequenos perante a grandiosidade dos vulcões.
E porque os vulcões são fonte de vida e de morte, por que não visionarmos o pequeno vídeo "Riscos e benefícios da actividade vulcânica" utilizado no projecto "Terra - um planeta irrequieto" do Agrupamento de Escolas D. Manuel I - Tavira?
A Genética no nosso tempo
Numa época em que o hoje rapidamente se transforma em passado, em que as certezas de ontem dão lugar às dúvidas do presente e o binómio ciência-tecnologia não pára de nos surpreender, a visualização do pequeno vídeo "Genética" constitui mais uma pedra na construção da literacia científica da nossa comunidade.
Só o conhecimento nos permite tomar posições fundamentadas sobre os grandes desafios com que a humanidade se depara e, não será a manipulação de emoções e de valores que se tomam por perenes e inerentes à condição humana, que desviará o homem da atracção pela maçã, da poderosa pulsão de eliminar limites, de dar corpo à ideia de 68 de que é proibido proibir.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Agora pode ler-se nos olhos dos mortos a data do nascimento
Através do site “Ciência Hoje” ficamos a saber que um grupo de investigadores dinamarqueses desenvolveu um método que permite conhecer a data de nascimento de um indivíduo através da análise do cristalino do olho.No campo das ciências forenses esta descoberta poderá revelar-se um valioso instrumento na determinação da idade de corpos não identificados.
O método desenvolvido baseia-se no facto de as proteínas do cristalino formadas durante o primeiro e segundo anos de vida se manterem sem alterações significativas ao longo da vida.
O carbono-14 é um isótopo radioactivo que apresenta um tempo de semi-vida de 5730 anos e que tem sido utilizado na determinação da idade de materiais que contenham carbono na sua constituição, como acontece com as proteínas. Ocorre naturalmente na natureza e vai-se degradando em Azoto-14.
A quantidade de carbono-14 existente num organismo inserido nas cadeias alimentares, mantém-se constante enquanto estiver vivo e é idêntica à encontrada na atmosfera. Logo que ocorra a morte, o organismo deixa de se comportar como um sistema aberto, não havendo, por isso, renovação daquele isótopo, pelo que os seus restos vão-no perdendo lentamente através da sua transformação em azoto-14.
As alterações decorrentes das explosões nucleares desde o final da Segunda Guerra Mundial levaram à duplicação do valor do carbono-14 na atmosfera. Esta situação reflectiu-se, igualmente, nos organismos vivos, pois através do processo fotossintético o carbono-14 existente em moléculas de CO2 vai incorporar-se nas moléculas orgânicas dos alimentos e por conseguinte nas proteínas do cristalino.
Tal como os basaltos dos fundos oceânicos apresentam a polaridade do campo magnético da altura em que foram formados, o cristalino reflecte nas suas proteínas o nível de carbono-14 existente aquando da sua formação.
Utilizando a tecnologia adequada, neste caso, um grande acelerador nuclear, é possível quantificar o carbono-14 existente em fracções diminutas de tecido do cristalino e a partir daí determinar o ano de nascimento de um indivíduo.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24994&op=all (adaptado)
sábado, 31 de outubro de 2009
A Terra e o sistema solar
Com o objectivo de fornecer aos alunos das turmas do 10ºano do curso de ciências e tecnologias, mais alguns instrumentos didácticos, que os ajudem a consolidar e aprofundar aprendizagens, disponibizam-se alguns vídeos recolhidos do YouTube.
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