sexta-feira, 16 de março de 2012

Está em curso a maior erupção solar desde 2005

"A erupção solar ocorrida ontem, a mais forte desde uma tempestade solar em 2005, está a enviar em direcção à Terra partículas com carga eléctrica. Mas a maior parte está a ser desviada pelo campo magnético do planeta, sem ter impactos na superfície, diz a NASA. As partículas ionizadas, expelidas pela erupção no hemisfério Norte do Sol, estão a viajar a uma velocidade superior a dois mil quilómetros por segundo, informa o Centro espacial Goddard, da agência espacial norte-americana (NASA). Os protões (partículas com carga eléctrica positiva) começaram a chegar à Terra ontem e deverão continuar a fazer-se sentir nos próximos dias. Ainda que esta erupção tenha sido “relativamente forte” – não chega a ser severa –, não é um fenómeno raro. Segundo Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, o Sol tem um ciclo regular de 11 anos. “O Sol esteve no mínimo e agora está a voltar a ter uma maior actividade. O máximo deverá ocorrer em 2013”, disse ao PÚBLICO. Estas erupções têm origem em manchas solares, “regiões com um campo magnético muito intenso” e que ”podem ser maiores que a Terra, duas a três vezes”. A NASA garante, em comunicado, não existir perigo para a Terra. O único efeito será a ocorrência de auroras, especialmente nas regiões perto das zonas polares. Filipe Pires diz que o centro de astrofísica e o planetário não detectaram qualquer consequência da erupção solar. “A maior parte das partículas é desviada pelo campo magnético da Terra", disse o especialista. "Há uma camada muito grande de atmosfera que nos protege”, acrescenta. No espaço, o cuidado deve ser maior. “Os astronautas devem evitar saídas espaciais por estes dias. Mas tirando isso, não deverá haver problemas dentro da Estação Espacial Internacional”, disse Filipe Pires. Ainda assim, o risco maior será para os satélites. “Podem ser induzidas correntes que podem queimar a parte electrónica dos aparelhos e afectar o software. Mas há sempre sistemas de apoio em caso de algo correr mal”.



in PÚBLICO.PT / Helena Geraldes NASA/AFP (24.01.2012)

(Imagem distribuída pela NASA, captada pelo Solar Dynamics Observatory, mostra a erupção solar )

Bactérias com 34 mil anos são reanimadas em laboratório

Um complexo ecossistema de bactérias devoradoras de sal sobrevive há 34 mil anos em fluidos no interior de minerais de Death Valley e Saline Valley, no estado da Califórnia (EUA). A halite, como se denomina o mineral formado por cristais de cloreto de sódio, tem sido o lar dessas bactérias, procariotas e eucariotas, durante dezenas de milhares de anos. A pesquisa consta na edição de Janeiro da revista da Sociedade Geológica Americana, GSA Today. De acordo com o principal autor do texto, o cientista Brian A. Schubert, do Departamento de Estudos Geológicos da Universidade do Estado de Nova Iorque, as bactérias estavam vivas. Mas a vida delas era limitada à sobrevivência pois não usam energia para nadar nem se reproduzir. A base da sua sobrevivência é um organismo unicelular, chamado alga Dunaliella, presente em muitos sistemas salinos. Esse organismo produz carvão e outros metabolitos que servem de sustento às bactérias. Assim, os organismos podem sobreviver, durante períodos imprevisíveis, flutuando em fluidos no interior dos minerais. «A parte mais emocionante da pesquisa foi quando pudemos identificar as células de Dunaliella nos cristais, porque eram indícios de que poderia haver uma fonte de alimento", explicou Schubert ao site Our Amazing World. O rápido crescimento dos cristais de sal, que envolvem todos os fluidos em pequenas bolhas de ar protegidas no seu interior, é outra das razões da surpreendente longevidade das bactérias, aponta o estudo. A pesquisa de Schubert e a sua equipa não é a primeira descoberta de organismos tão antigos. Já foram publicados outros que falam de bactérias vivas com mais de 250 milhões de anos. Esta, entretanto, é a primeira em que os cientistas comprovaram as suas conclusões com a repetição de testes. De acordo com Schubert, ele conseguiu fazer com que os organismos voltassem a crescer uma segunda vez, um resultado também obtido em testes posteriores em laboratórios, o que prova que o seu estudo não foi manipulado. Em cinco dos 900 cristais de sal analisados pela equipa, novas bactérias se reproduziram, indicou Schubert. Os microrganismos demoraram cerca de dois meses e meio para «despertar» do seu estado de letargia antes de começar a proliferar. Os cientistas ainda não determinaram, no entanto, como as bactérias conseguiram sobreviver durante tantos anos com o sustento tão mínimo que a alga lhes proporcionava. A equipa pretende agora aprofundar essa pesquisa e contrastá-la com outras que exploram a vida microbiana na Terra e no Sistema Solar, onde existem materiais potencialmente capazes de abrigar microrganismos, incluindo aqueles com milhares de milhões de anos de idade. Por enquanto, Schubert e os seus colegas conseguiram algo pouco comum: a reprodução de bactérias que se se reproduzam pela primeira vez após milhares de anos.

in Diário Digital (14.01.2011)

Bióloga portuguesa descobre escaravelho único no Mundo

Um escaravelho predador, único no mundo, foi descoberto nas grutas da Serra do Sicó pela bióloga portuguesa Sofia Reboleira, que assim aumenta para seis as espécies descobertas. "É o primeiro escaravelho estafilinídeo cavernícola de Portugal Continental, ao qual foi dado o nome científico Domene lusitanica, em alusão à sua restrita distribuição geográfica, confinada às partes profundas da Serra do Sicó", disse à Lusa a bióloga Sofia Reboleira. O escaravelho, com quase um centímetro de comprimento é "o maior dos Domene ibéricos" e, segundo a bióloga, apresenta várias caraterísticas morfológicas de adaptação à vida nas grutas. "É um escaravelho predador, despigmentado, carece de verdadeiros olhos e asas e tem o corpo alongado", descreve Sofia Reboleira. Pertencente a um subgénero cujos parentes mais próximos se encontram no noroeste da Península Ibérica, este escaravelho tem a particularidade de não existir em nenhuma outra parte do mundo o que, segundo a bióloga "coloca grandes desafios em termos de conservação". Agressões como "a utilização de pesticidas e inseticidas, a destruição das grutas nas zonas de exploração de inertes e os problemas associados ao escoamento de esgotos industriais e urbanos no único local do mundo onde vivem, colocam as espécies estritamente cavernícola, em vias de extinção" explica. Com esta eleva-se as seis as espécies descobertas por Sofia Reboleira. A descoberta ocorreu durante o trabalhos de campo no âmbito do doutoramento de Sofia Reboleira, orientado pelos professores Fernando Gonçalves (CESAM & Departamento de Biologia, Universidade de Aveiro) e Pedro Oromí (Universidade de La Laguna, Espanha). O trabalho foi financiado pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia da qual a bióloga é bolseira.

in Diário Digital / Lusa (08.03.2011)

Ostras na ria de Alvor

Uma equipa de investigadores foi surpreendida ao descobrir pérolas em ostras do género Crassostrea em vários locais do Algarve, desde as rias de Alvor e Formosa até ao Rio Guadiana. O fenómeno, dizem, é muito raro nesta família de bivalves. "Foi uma surpresa para nós", disse ao PÚBLICO Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), responsável pela investigação, ao lado de Frederico Batista e Ana Grade, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do IPIMAR. "A descoberta das pérolas aconteceu quando estávamos a trabalhar num projecto para fazer um levantamento das espécies de ostras no Algarve. Visualmente são todas muito parecidas mas, na realidade, podem ser diferentes", acrescentou a investigadora. Ao longo de todo o ano de 2011, os investigadores recolheram 756 ostras e, de forma inesperada, encontraram pérolas em dois exemplares de Crassostrea, originária do Japão e importada da França para a criação comercial no Algarve. Num só indivíduo foram encontradas quatro pérolas (com um diâmetro inferior a 2 mm) e noutro foi observada uma pérola com cerca de 5 mm de diâmetro e 190 mg de peso. Esta ostra teria entre dois e três anos de idade, estima Deborah Power. "Ficámos contentes. Este é um fenómeno muito interessante. Noutros países, como o Japão, já se estimula a produção de pérolas pelas ostras. Mas estas não foram provocadas por nós, cresceram no próprio organismo", acrescentou Deborah Power. “Este fenómeno é frequente noutras espécies, podendo as pérolas atingir um elevado valor comercial. Mas nos últimos dez anos não tinha sido observado em ostras do género Crassostrea, que existem em Portugal”, disse a Universidade do Algarve, em comunicado. “As pérolas são produzidas por moluscos bivalves, tratando-se de uma reacção defensiva do hospedeiro a corpos estranhos, tais como parasitas ou partículas inertes. O corpo estranho é coberto por várias camadas, sendo estas constituídas essencialmente por carbonato de cálcio sob a forma de cristais de aragonite”, escrevem os investigadores. Deborah Power adiantou que já foram enviadas algumas pérolas para um laboratório da Universidade de Cambridge. "Através da realização de vários testes e do estudo da estrutura das ostras vamos tentar saber o que provocou a formação das pérolas." Depois de um ano de monitorização das ostras do Sul do país, os investigadores confirmaram a "grande diversidade" da região. "A Ria Formosa e a zona do Guadiana são focos de grande biodiversidade". Agora, os investigadores gostariam de desenvolver estudos para valorizar a espécie portuguesa, Crassostrea angulata, um recurso endógeno e mais adaptado às condições do país. Questionada sobre os impactos da espécie japonesa sobre a portuguesa, Deborah Power respondeu que os estudos ainda não estão concluídos. "Mas, com base naquilo que observámos, posso dizer que, por enquanto, não há uma grande competição; a japonesa não é considerada invasora, apesar de ocuparem o mesmo espaço. Mas pode haver cruzamento. Esta é uma área com muito interesse".

in PÚBLICO.PT Helena Geraldes (03.01.2012)

Portugueses estudam antibiótico encontrado em bactéria dos Açores

Uma equipa de cientistas portugueses conseguiu pela primeira vez produzir mais facilmente uma classe de antibióticos, os chamados lantibióticos. Fez isso com uma substância de um bacilo encontrado nos Açores, esta molécula combate bactérias resistentes. As fontes hidrotermais dos Açores foram o início da história que terminou este ano, com a publicação de um artigo na revista Chemistry & Biology. Foram nestas fontes que Sónia Mendo, professora da Universidade de Aveiro e coordenadora do trabalho, encontrou em 2000 o Bacillus licheniformis, durante o seu doutoramento. “As fontes hidrotermais são habitats adversos em que vamos encontrar organismos com capacidades diferentes do habitual”, explicou Sónia Mendo ao PÚBLICO. A investigadora descobriu que este bacilo produz a lichenicidina, uma substância que combate duas das bactérias hospitalares mais resistentes: o Staphylococcus aureus resistente à meticilina e Enterococcus resistente à vancomicina. A lichenicidina é interessante porque é uma molécula que faz parte dos lantibióticos, uma das várias classes de antibióticos, que se distingue por ter na sua composição o aminoácido lantionina. A molécula identificada nas fontes hidrotermais dos Açores é formada por duas cadeias de cerca de 30 aminoácidos cada. Deste modo, a lichenicidina causa dois efeitos diferentes nas bactérias: impede-as de produzir a parede celular que as envolve e causa buracos na membrana celular deses micróbios, destruindo-os. “Em vez de ter um alvo tem dois, para as bactérias é mais difícil desenvolver resistências.” O passo seguinte passa pelo estudo deste químico em bactérias manipuladas para haver um aperfeiçoamento da molécula, que poderá assim ser utilizado na medicina. Muito desse trabalho é feito na bactéria Escherichia coli, onde "as manipulações são mais simples”, disse a cientista. Faz-se isto através da manipulação genética. Identifica-se o gene responsável pela produção do antibiótico na bactéria original, neste caso seria no bacilo hidrotermal, e depois transfere-se o gene para a E. coli. Depois, pode-se substituir aminoácidos no antibiótico, e testar as novas conformações da molécula e aperfeiçoar as suas funções. O problema é que nunca se tinha conseguido pôr a E. coli a produzir lantibióticos. Era um dogma com 20 anos. Com a lichenicidina foi diferente. “Ao colocar o grupo de genes na E. coli ela produziu a substância”, disse a cientista, que referiu que o trabalho molecular foi feito por Tânia Caetano, também de Aveiro, e tiveram a colaboração da Universidade Técnica de Berlim. Agora a equipa vai poder brincar com a estrutura da molécula e ver o que acontece. É possível que no futuro este lantibiótico seja aplicado na medicina? “Gostaríamos de chegar a essa fase, mas falta muito tempo”, explicou a cientista. “Ainda não sabemos o mecanismo de acção ou se a substância é tóxica nas células humanas.”

in PÚBLICO.PT Nicolau Ferreira Reuters/Stoyan Nenov (20.06.2011)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Amianto - um inimigo silencioso


Conta-se que alguém ao confrontar um fumador com o facto de o consumo de tabaco matar aos poucos, lhe terá respondido que ainda bem que assim era, pois não pretendia morrer já. Esta situação, passe a caricatura, personifica o que acontece com a exposição ao amianto, também designado de asbesto, cujas partículas, uma vez inaladas atuarão silenciosamente sobre diversos locais do organismo, podendo causar a asbestose (afeção pulmonar resultante da exposição continuada ao pó de asbesto), o mesotelioma, o cancro do pulmão e o cancro gastrointestinal. Claro está que os efeitos estão em linha com a quantidade inalada e o tempo ao longo do qual se foi processando a sua acumulação no organismo. Indivíduos que laboram na extração ou no seu manuseamento para a produção de artigos, serão, naturalmente, os mais afetados.

A perigosidade dos produtos que contêm amianto - designação comercial utilizada para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos do grupo dos silicatos (serpentina e anfíbolas) cujas propriedades mecânicas e químicas, levaram a que fossem amplamente utilizadas na indústria e na construção civil, entre 1945 e 1990, resulta da capacidade de libertarem fibras microscópicas que, uma vez presentes no ar, poderão, através da exposição cutânea, ingestão e principalmente da inalação, provocar danos graves na saúde das populações expostas. As fibras microscópicas, qual inimigo silencioso, poderão depositar-se nos pulmões e, passados anos ou décadas de aí permanecerem, provocar doenças como o cancro do pulmão.

O amianto foi utilizado como isolador térmico, elétrico, acústico e de proteção contra o fogo e, devido à sua resistência química, utilizado, ainda, em processos de filtragem e processos eletrolíticos. Foi em função das suas propriedades, como a resistência ao fogo e a sua fraca condutibilidade, que passou a ser largamente utilizado em pavimentos, placas de tetos falsos, portas corta-fogo, tijolos refratários, telhas, caleiras, painéis de isolamento, paredes divisórias pré-fabricadas, impermeabilização de coberturas, entre outros produtos.

Na melhor tradição portuguesa, existe legislação no sentido de serem apurados “todos os edifícios, instalações e equipamentos públicos que contêm amianto na sua construção”, segundo noticiava o jornal Público em fevereiro deste ano. Só que tal ainda não foi feito, e, num jogo de empurra, infelizmente, por de mais conhecido, não está definida a entidade da administração pública a quem caberá a responsabilidade do apuramento.

Ainda segundo o mesmo jornal “um estudo sobre as escolas revelava que 59% dos estabelecimentos amostrados continham produtos com amianto. Estatísticas de 2008 indicavam ainda que havia no país 600 mil edifícios com coberturas de fibrocimento — um produto que contém amianto”.

Não obstante estes números, o problema não assume uma elevada gravidade porque, e parafraseando a resposta enviada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge ao referido jornal, o fibrocimento já existente se trata de “de um material não friável, que tem na sua composição entre 10 a 20% de amianto e que tem o cimento, um aglutinante muito forte, a ligar as fibras. A haver libertação de fibras deste tipo de material ela será esporádica e de fraca intensidade” e portanto de baixo risco. Também, na opinião do mesmo instituto a remoção do fibrocimento poderia piorar a situação existente, na medida em que aquele só se torna problemático se estiver deteriorado.

Como uma praga nunca vem só, há estudos que apontam para um efeito sinergético na associação da exposição ao amianto, ao tabagismo e às radiações. A jornalista Andrea Cunha Freitas, do jornal Público, refere que o pneumologista Agostinho Marques considera que “O amianto é dos agentes cancerígenos mais dramáticos, é o que está de forma mais evidente ligado ao cancro do pulmão. Muito mais do que o tabaco”, apontando também para a existência de “um tipo de tumor, o mesotelioma (cancro na pleura, a membrana que cobre os pulmões) característico da exposição ao amianto”. O mesmo médico diz que “com muito raras exceções, o mesotelioma é quase só causado por isso. Muitas vezes, quando fazemos a análise do tecido de um pulmão afetado, vemos claramente as longas partículas de amianto.” A mesma jornalista escreve que “estudos internacionais indicam que a frequência de cancro do pulmão é dez vezes superior em trabalhadores expostos ao amianto durante 20 anos do que na população em geral. E se o risco de cancro é bastante mais elevado nas pessoas expostas a amianto de forma continuada, o perigo amplifica-se quando são também fumadoras” e assinala que “na Turquia percebeu-se que as mulheres de mineiros de amianto tinham um risco quatro vezes superior de ter cancro só por lavar a roupa dos maridos”.

sexta-feira, 9 de março de 2012


O fenómeno de Taos Hum

Por todo o mundo é bastante normal ouvir um zumbido. As suas causas podem estar relacionadas com uma agressão ao ouvido após um som muito alto, como por exemplo uma explosão, com o uso de determinada medicação ou por certos tipos de aparelhos eletromecânicos.

Mas e se, sempre à mesma hora, ouvisses na tua cidade um zumbido sem motivo aparente? E se o mesmo acontecesse a outras pessoas que vivem no mesmo sítio que tu? E se esse barulho fosse tão irritante que te tiraria boas noites de sono e levaria algumas pessoas à loucura? Consegues imaginar? Há pessoas que certamente conseguem, até porque elas próprias convivem com isso. Chama-se Taos Hum e é assim denominado porque foi relatado na localidade Taos, Novo México (EUA). Este som de origens ainda incertas carateriza-se por ser contínuo e de baixa frequência, e embora não seja detetado por toda a gente devido a isso, é suficientemente audível para chegar a incomodar as pessoas que o conseguem ouvir. Ainda mais intrigante é saber que esse mesmo som tem sido detetado noutros locais do mundo, entre eles a Europa. É também chamado de Zumbido da Morte por já ter levado pessoas a cometerem suicídio.
Apesar de ninguém saber a origem deste estranho ruído, nem mesmo os cientistas que se dedicam à sua investigação, existem algumas teorias que o relacionam com a espessura fina da crusta terrestre e com a atividade vulcânica desses mesmos locais. Há ainda quem pense em equipamento de comunicação militar ou até mesmo em presença extraterrestre.
Podes ouvir este enigmático som através da gravação seguinte.
Atenção: o barulho pode ser irritante para os ouvidos.

Alexandra Bass e Celina Palma, alunas do 11º B