sábado, 27 de fevereiro de 2010

Quem nos avisa...

A tragédia ocorrida na Madeira no passado dia 20 de Fevereiro e as dimensões atingidas, só surpreenderam quem, desde há muito tempo, se tem recusado a ler os sinais, patentes em todo o globo, resultantes de inadequadas intervenções humanas nesta estreita película do planeta a que chamamos nosso.
Num contexto sócio-cultural, caracterizado por uma incipiente cultura cívica e científica, herança de séculos de miséria, obscurantismo e manipulação, não tem sido difícil, aos responsáveis pela gestão da coisa pública ignorar as regras mais elementares que devem presidir a um correcto ordenamento do território. De facto é mais fácil e mais produtivo apresentar obra de encher o olho, pouco importando onde e como se constrói.
Quando a desgraça surge, uns tantos sacodem responsabilidades tentando passar por entre os pingos da chuva, outros ensaiam um coro de carpideiras clamando pela ajuda do estado habitualmente vituperiado, enquanto a grande massa se empenha em mobilizar boas vontades trazendo ao de cima a força anímica que permite sobreviver e continuar com a vida para a frente.
Se do erro nasce a luz, é então imprescindível emendar a mão, não repetir erros recentes e corrigir os mais antigos, de modo que no futuro, em circuntâncias idênticas, as consequências sejam bem menos gravosas.
As associações e técnicos ambientais, os professores, os engenheiros e arquitectos, a opinião pública mais informada não são apenas uns desmancha-prazeres, uns arautos da desgraça, mas vozes clarividentes que dão forma e força a muita sabedoria que é do senso comum.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nova metodologia para solucionar crimes complexos

A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Núcleo de Polícia Técnica da Directoria do Centro da Polícia Judiciária desenvolveu uma nova metodologia de “detecção, revelação e conservação de impressões digitais em materiais metálicos”, que tem por base uma técnica conhecida há mais de vinte e cinco anos, designada por pulverização catódica. Esta técnica, incluída nas técnicas de deposição física de vapores, envolve a formação de materiais no estado sólido na sequência da condensação de materiais gasosos, ficando aqueles na forma de um filme fino depositado sobre um substrato.
Na investigação conduzida no Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra (CEMUC), sob o nome de “Revelação de Impressões Digitais” através da “Deposição de Filmes Finos”, a revelação de impressões digitais latentes – invisíveis – faz-se pela produção de filmes de cobre e ouro, que apresentam uma espessura de 20 a 30 nanómetros.
O facto de esta técnica permitir a revelação de impressões digitais antigas, praticamente invisíveis, que até agora eram de difícil detecção e ainda a constatação de poderem ser conservadas sem qualquer adulteração com o passar do tempo, são vantagens que não podemos deixar de realçar.
Também as preocupações ambientais e de não perigosidade para os técnicos investigadores criminais parecem estar salvaguardadas pois este método mostra-se limpo tanto a nível ambiental como sanitário.
Estas impressões digitais conservadas podem funcionar como base de dados, uma vez que o revestimento de filmes finos serve de capa protectora, evitando a deterioração das mesmas, além de tornar possível a fixação de vestígios de drogas, explosivos e outros materiais para análises posteriores, que poderão constituir “pistas” para determinar o perfil do criminoso.



domingo, 21 de fevereiro de 2010

A membrana e os movimentos membranares

Tendo em vista facilitar a aprendizagem dos alunos, procedi à selecção de alguns vídeos que podem ser encontrados no You Tube referentes à membrana plasmática e ao transporte membranar.






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Oyster - O Rei da Energia das Ondas

"O Oyster é um projecto de cientistas da Irlanda do Norte e encontra-se instalado no Centro Europeu de Energia Marinha, em Orkney, estando já operacional e a produzir energia que alimenta a rede eléctrica e abastece as populações locais.

Na demanda de um futuro de produção energética sustentável, o aproveitamento da energia associada às ondas é uma área de reconhecido potencial mas em que ainda há muito trabalho a desenvolver.

A Queen's University de Belfast aloja um dos centros com tecnologia de ponta que investe nesta área e acaba de inaugurar o seu primeiro dispositivo desenhado para produzir energia eléctrica a partir do movimento das ondas, fruto de uma parceria com a empresa privada Aquamarine Power.

O Oyster é um dispositivo composto por uma aba articulada e ligada a uma base instalada no fundo marinho a 10 metros de profundidade. Quando a aba se move impulsionada pelas ondas acciona pistões que enviam água a elevada pressão através de um tubo para a margem, onde está instalada uma turbina que produz electricidade.

O primeiro Oyster foi instalado no Centro Europeu de Energia Marinha em Orkney, arquipélago do norte da Escócia, e já se encontra a produzir electricidade que através da rede eléctrica pública abastece a população de Orkney e arredores.

Segundo o Professor Trevor Whittaker, da Queen's University Belfast "Este tipo de dispositivos pode revolucionar a indústria mundial da energia e auxiliar no combate às Alterações Climáticas. E não pararemos com o Oyster. Continuamos a trabalhar com os nossos parceiros na Aquamarine Power e no Centro Europeu de Energia Marinha para desenvolver a próxima geração do Oyster" ."

Fonte...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Detecção de drogas e antipsicóticos

A Faculdade de Ciências da Saúde na Covilhã tem vindo a desenvolver estudos relativos à detecção de drogas em amostras alternativas ao sangue, por exemplo o suor ou saliva e o cabelo.
Nos estudos relativos ao suor e saliva pretende-se detectar a presença específica de antipsicóticos, fármacos geralmente utilizados no tratamento de psicoses (ex: esquizofrenia), no corpo. É particularmente importante identificar estas substâncias devido à sua “acção psicotrópica, com efeitos sedativos e psicomotores”. Na execução deste estudo comparam-se as amostras de plasma, sangue e urina de pessoas sob o efeito de antipsicóticos com amostras de saliva e suor. Com a validação desta técnica, a mesma poderá ser posta a favor do serviço da Justiça.
Quanto aos estudos desenvolvidos sobre o cabelo, pretende-se traçar um perfil de consumo de drogas (por ex: opiáceos e canabinóides), tendo em conta o seu crescimento. Isto é possível relacionando a presença de certas substâncias no cabelo com o seu consumo, tendo em conta o comprimento do fio de cabelo que corresponderia a um determinado período de tempo. Quanto maior for o comprimento do mesmo, mais falível se torna esta metodologia, sendo que apenas está validada para o consumo de cocaína.
Estas novas técnicas poderão ter um importante contributo no âmbito da Toxicologia Forense, tendo como principais vantagens a facilidade de recolha de amostras e o facto de não serem invasivas.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25733&op=all (adaptado)