sexta-feira, 18 de março de 2011

Zoo de Lisboa

Perante uma visita de estudo marcada para o dia 17 de Março ao Jardim Zoológico de Lisboa, o nosso grupo sentiu-se impulsionado a falar um pouco sobre a História desta instituição.

"O Zoo foi inaugurado em 1884 sendo o primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica. As primeiras instalações situaram-se no Parque de São Sebastião da Pedreira, que foi cedido gratuitamente pelos seus proprietários. Em 1905, foram inauguradas as novas e definitivas instalações na Quinta das Laranjeiras, e a 12 de Março de 1913, o Jardim Zoológico foi declarado como Instituição de Utilidade Pública.
As inúmeras remessas de animais vindos de África e do Brasil contribuíram para que, ao longo dos anos, o Jardim Zoológico tivesse uma das colecções de animais mais vasta e diversificada.
Em 1952, a Câmara Municipal de Lisboa galardoou esta Instituição com a Medalha de Ouro da Cidade.
Em 1990 a nova política de gestão adoptada por Felix Naharro Pires que tomou posse tinha por objectivos a modernização do espaço do Jardim, assim como dos serviços. Deste modo, foram criadas áreas de trabalho específicas com objectivos próprios, para melhorar a colecção e o bem-estar animal, a sua alimentação e os cuidados médico-veterinários. Em paralelo, foram criados serviços comerciais, de marketing, relações públicas e imprensa, de modo a dinamizar o Parque como parceiro privilegiado das empresas. Promover a educação para a conservação junto do público visitante era, também, uma das principais preocupações, que rapidamente mereceu a criação de um serviço próprio, o Centro Pedagógico.

Hoje em dia, o Jardim Zoológico é um importante espaço onde aliada à conservação e à educação está uma forte componente de entretenimento e diversão. No parque habitam várias espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios."

Fonte

Os alunos do 10ºA: António Figueiredo; Hugo Freire; Pedro Teixeira.

domingo, 13 de março de 2011

Nos limites do inimaginável

Num texto recentemente publicado, resultante de uma pesquisa em que esteve envolvido com a sua equipa, o cientista Brian Schubert, do Departamento de Estudos Geológicos da Universidade do Estado de Nova York, refere que em Death Valley e Saline Valley, na Califórnia, têm sobrevivido, desde há 34 mil anos, estranhos ecossistemas de bactérias devoradoras de sal em fluidos no interior de minerais de halite ( formado por cristais de cloreto de sódio). Segundo ele, estas bactérias estavam vivas, apesar de não se reproduzirem nem movimentarem. O estado vegetativo das bactérias terá sido assegurado pela alga unicelular Dunaliella salina, presente em muitos sistemas salinos, da qual recebiam glícidos e outros nutrientes, sendo esta fonte de alimento responsável pela sua sobrevivência durante milhares de anos.
A insólita sobrevivência das bactérias terá também beneficiado do facto de o rápido crescimento dos cristais de halite ter possibilitado o envolvimento dos fluidos em que aquelas se encontravam no interior dos cristais, por pequenas bolhas de ar.
Schubert refere que conseguiu fazer com que os organismos voltassem a crescer outra vez, resultado também obtido em testes posteriores em laboratório. Indica que as bactérias demoraram cerca de dois meses e meio a "despertar" do estado de letargia em que se encontravam, tendo então começado a proliferar em cinco dos 900 cristais analisados pela sua equipa.
O facto de terem conseguido que as bactérias se reproduzissem, outra vez, ao fim de milhares de anos é um feito a todos os títulos notável.

22 de Março, Dia Mundial da Água


No próximo dia 22 de Março assinala-se mais um Dia Mundial da Água , este ano sob o tema "Água para as cidades". Esta comemoração tem como objectivo alertar a opinião pública mundial para a necessidade urgente de encarar a água como um recurso finito, sim bem finito, haja em vista de que só podemos utilizar água doce e a maior parte desta não se encontra numa forma directamente acessível, retida que está nos glaciares e calotes polares.

A ideia de partilha deste recurso e de uma gestão adequada das águas urbanas, ou não estivéssemos já numa situação em que a maioria da população mundial vive em centros urbanos, autênticos "buracos negros" de consumo de água, está na ordem do dia.

À continuada explosão demográfica associada ao incremento da urbanização junta-se a crescente demanda de recursos hídricos quer superficiais quer subterrâneos, fazendo perigar o equilíbrio dos sistemas aquíferos, cuja recarga está longe de compensar os volumes de água retirados, com as consequências que se adivinham.

Nunca é demais insistir que a água encararada na antiga Grécia, juntamente com a terra, o fogo e o ar, como um dos "quatro elementos" da natureza, fonte de vida cantada por poetas e pelo povo, constitui uma dádiva a partilhar por todos e a ser também por todos preservada, se quisermos manter a sustentabilidade do planeta.

Num mundo cada vez mais globalizado, onde todos dependem de todos, à palavra água não poderão deixar de estar estreitamente ligadas palavras como partilha, escassez, qualidade, saúde, desenvolvimento e futuro.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os cristais gigantes das Grutas de Naica - México

Desde tempos imemoriais que o homem tem sentido um extraordinário fascínio pelos cristais.
Símbolos de perfeição e pureza, de uma superior organização da matéria, irradiadores de energia, imagens do absoluto e do transcendental, portais de comunicação para outras supostas dimensões, os cristais, tal como nós, já vêm inscritos e implícitos no parto da Terra ocorrido há mais de 4 600 milhões de anos.

No Mundo Antigo cabia aos xamâs, sacerdotes e iniciados a sua manipulação na procura do equilíbrio físico, biológico e espiritual do homem. Era tal a sua importância que da pessoa boa se dizia ter sido talhada do mais puro cristal.
De uma massa em fusão, não denotando qualquer ordem, cresceram e diferenciaram-se numa multiplicidade de classes, fruto das combinações dos elementos de simetria (plano de simetria, eixo de simetria e centro de simetria) entrados num jogo onde a temperatura e a pressão são reis e senhores.

Esta dissertação sobre os cristais vem a propósito da existência de cristais gigantescos de selenite (gesso), com um metro de diâmetro e quinze metros de comprimento encontrados nas Grutas de Naica no México. A ocorrência desta floresta de cristais, constitui algo que nem os portadores da mais fértil imaginação ousariam sonhar. É de ficar boquiaberto perante tamanha explosão de poder e beleza emanadas do interior da Terra.

Ao que tudo indica a formação destes cristais gigantes resulta de a temperatura da solução da qual surgiram se ter mantido estável durante muito tempo.
O sulfato de cálcio hidratado originado por actividade vucânica, transforma-se em anidrite, por perda de água, na sequência da injecção de fluidos quentes nas cavidades das rochas. O posterior arrefecimento da camada profunda de magma sob a montanha de Naica, permitiu a conversão da anidrite em gesso, por diminuição da temperatura dos fluidos.
A manutenção de temperaturas a pouco menos de 58ºC durante centenas de milhares de anos, terá criado as condições ideais para a criação destas gigantescas maravilhas da natureza.