sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ferramentas perdidas no espaço

Astronauta perde saco de ferramentas no espaço enquanto estava
a proceder a reparações no exterior da estação espacial.

Minerais




Corpos sólidos, naturais, constituídos por átomos iões e moléculas dispostos ordenadamente e de forma repetida numa rede cristalina. Assim nascem os cristais, obras primas da natureza que reflectem exteriormente a sua perfeição interna.

Cedam-lhes espaço, dêem-lhes tempo, e lentamente, após um longo período, a partir de um magma fundido poderemos ver nascer as mais lindas formas cristalinas. Algumas vezes associadas ou formando maclas com um nível superior de simetria, que nos deixam boquiabertos perante a beleza daquilo que a Natureza cria.
Não foi, porém, apenas a sua beleza que fez com que o Homem procurasse e extraísse estes tesouros da Terra. Egípcios, Romanos e Gregos..., usaram-nos para os mais diversificados fins, joalharia, construção, estatuária, fabrico de armas e decoração...
Os minerais sempre nos intrigaram, ao ponto, de terem vindo a ser utilizados desde a mais remota Antiguidade; o Sílex na Pré-História, o Cobre no Calcolítico (IV milénio a.C.), Prata e Ouro nas mais Antigas Civilizações; até aos nossos dias com a Volframite para os filamentos das lâmpadas, o Quartzo na relojoaria, o Talco na cosmética, a Caulinite na cerâmica, a Grafite na indústria, a Pirite no fabrico de ferro, a Uraninite nas centrais nucleares e até a Halite na alimentação...

Minerais, sempre deles dependeremos...
imagens in "O Mundo dos Minerais"

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aquamuseu do Rio Minho

Há uns dias atrás, enquanto folheava uma revista, descobri mais um local de interesse a visitar e uma vez que estamos à porta de um fim-de-semana prolongado aqui fica a dica...

O Aquamuseu do Rio Minho! Fica localizado em Vila Nova de Cerveira, na zona de Castelinho. O espaço encontra-se dividido em três pisos, onde podemos visitar o Aquário Público do Rio e o Museu das Pescas.

No Aquário Público do Rio está exposta a vida aquática dos biótopos mais característicos do rio Minho, dividida numa zona de nascente, zona intermédia e zona do estuário. Os visitantes fazem um percurso que simula a descida do rio, desde a nascente atá à foz, onde vivem as trutas, as bogas, as enguias, o esgana-gata, o rodovalho, o peixe-rei, o polvo, entre outros.

No Museu das Pescas estão expostas artes de pesca antigas e recentes, objectos relacionados com a pesca artesanal, maquetas de barcos e fotografias a preto e branco.

Aqui fica a minha sugestão e aproveitem bem o fim-de-semana.

Saída de Campo à Praia de Porto de Mós

"No dia 14 de Novembro de 2008, no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, participámos numa visita de estudo à Praia de Porto de Mós, cujo principal objectivo era conhecer a Geologia e observar a intervenção e impacto do Homem naquela zona.

Saímos da escola e dirigimo-nos para Porto de Mós, onde efectuámos a paragem I (ver fig 1).

Neste local, conseguimos observar o contacto por falha entre as rochas do Miocénico e as do Cretácico, que estão lado a lado, apesar dos milhões de anos que separam a sua formação (ver fig 2).

Verificámos, também, o impacto das construções humanas sobre este contacto, que se encontra cada vez menos visível.

Deste local, ao olharmos para Oeste constatámos a presença de numerosas ravinas provocadas pelas águas de escorrência que têm vindo a aumentar devido à impermeabilização gerada pela ocupação humana.

Dirigimo-nos, então, para a paragem Ia onde, a partir da praia, observámos o mesmo contacto da paragem anterior. Neste local são visíveis numerosas falhas secundárias que cortam toda a arriba (ver fig 3).

Continuámos ao longo da praia para o local da paragem II observando a erosão diferencial provocada pelo mar, a erosão pelas águas de escorrência, as estruturas de colapso (ver fig 4), potenciadas pelo peso exercido no topo da arriba, e numerosos fósseis.

Por fim, dirigimo-nos para a paragem III, na zona Oeste da Praia de Porto de Mós, onde, mais uma vez, observámos o contacto por falha entre as rochas do Miocénico e as do Cretácico (ver fig 5), as Formações rochosas “Margas da Luz” e “Margo-Calcários de Porto de Mós”, numerosas falhas que cortam toda a arriba apresentando movimentos consideráveis.


Terminada a última paragem, regressámos à escola satisfeitos por termos tido a oportunidade de estudar as rochas no local de afloramento, de uma forma descontraída e divertida.

Os alunos do 10º D"

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dia Nacional da Cultura Científica

Sabia que...

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (António Gedeão),
Professor de Química e Física, poeta, investigador, historiador, escritor, fotógrafo, pintor e ilustrador.
Nas palavras como na simplificação da ciência, marcou um século. Ao ponto de ter visto, ainda em vida, o dia do seu aniversário ser instituído como Dia Nacional da Cultura Científica.

Saber mais
aqui

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Mundial da Diabetes

Hoje, 14 de Novembro, assinala-se o Dia Mundial da Diabetes. Para a generalidade da população a diabetes surge como uma doença crónica associada à incapacidade, por parte do organismo, de utilização da glicose como principal fonte de energia para o trabalho celular. Há mesmo células como as do cérebro em que a glicose, em situações normais, é o unico "combustível" utilizado. Para que a glicose possa entrar nas células, com excepção das cerebrais, é necessária a intervenção da insulina, hormona produzida pelo pâncreas endócrino, que funciona como que uma chave que franqueia as "portas" da célula à glicose. A ausência ou insuficiência desta hormona é, assim, responsável pela permanência da glicose no sangue e daí os elevados níveis de açúcar no sangue que caracterizam a doença.
Qual ladrão surgindo pela calada da noite, a diabetes apresenta-se, hoje em dia, como uma pandemia silenciosa, reflexo directo de um estilo de vida, que vai chegando de mansinho preanunciada por níveis elevados de colesterol, obesidade e hipertensão arterial. Actualmente afecta mais de meio milhão de portugueses, sendo que a nível mundial se contam mais de 150 milhões de indivíduos afectados pela doença, com prevalências crescentes em crianças, idosos e mulheres em menopausa. A expansão da doença é tal que a Organização Mundial de Saúde aponta para 2010 um número de 300 milhões de indivíduos, valor anteriormente prespectivado para 2025.
Esta doença, causa primeira de falências renais, acidentes vasculares cerebrais, enfartes de miocárdio, amputações e cegueira, surge como uma consequência directa de um modo de vida em que o consumo de açúcares e de gorduras não para de aumentar, acompanhado por um sedentarismo galopante personificado nas longas horas passadas em frente à televisão e ao computador. Não admira, por isso, que sejam cada vez mais frequentes os casos de crianças com diabetes tipo II, o que em tempos recentes só era observável em indivíduos com idades superiores a 50 anos.
Nunca é demais relembrar que a obsesidade constitui o principal factor de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo II, o que é confirmado pelo facto de 80 a 90 por cento dos diabéticos serem obesos. Configura-se, deste modo, uma bem cimentada relação de causa-efeito entre obesidade e diabetes. Perante este quadro torna-se cada vez mais premente o combate a montante , a obesidade, para prevenir a jusante, a diabetes, o que significa empreender uma luta persistente e empenhada na implementação de boas práticas alimentares desde a mais tenra idade, começando em casa e continuando nas escolas, a que terá de se associar uma prática regular de exercício físico.
Fernando Ribeiro

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

momento de poesia I

Maria de Fátima



Pedra Filosofal

a poesia de António Gedeão na voz de Manuel Freire
(trabalho realizado por alunos)


Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer

como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos

como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam
como estas árvores que gritam
em bebedeiras de azul

eles não sabem que sonho
é vinho, é espuma, é fermento
bichinho alacre e sedento
de focinho pontiagudo
que fuça através de tudo
em perpétuo movimento

Eles não sabem que o sonho
é tela é cor é pincel
base, fuste, capitel
que é retorta de alquimista

mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos Infante
caravela quinhentista
que é cabo da Boa-Esperança

Ouro, canela, marfim
florete de espadachim
bastidor, passo de dança
Columbina e Arlequim

passarola voadora
pára-raios, locomotiva
barco de proa festiva
alto-forno, geradora

cisão do átomo, radar
ultra-som, televisão
desembarque em foguetão
na superfície lunar

Eles não sabem nem sonham
que o sonho comanda a vida
que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos duma criança