terça-feira, 23 de maio de 2017

Bilhete de identidade de três poluentes


Óxidos de azoto, partículas finas e ozono são os poluentes em causa num estudo sobre o excesso de emissões de veículos a diesel em 2015.

Óxidos de azoto




Partículas finas


Estão em suspensão no ar e têm 2,5 micrómetros de diâmetro (cerca de 20 vezes mais finas do que um cabelo humano). Chegam aos pulmões, entram na circulação e causam problemas respiratórios agudos ou crónicos, doenças cardiovasculares ou cancro (porque têm compostos carcinogénicos). Só em 2007 houve 3,45 milhões de mortes prematuras em todo o mundo atribuídas a partículas finas no ar. “São de longe o poluente que tem efeitos mais graves na saúde”, avisa Francisco Ferreira, presidente da Associação Zero.

Ozono

Se nas camadas superiores da atmosfera nos protege da radiação ultravioleta, junto ao solo é um poluente e pode resultar dos óxidos de azoto, oxigénio e radiação solar. Destrói culturas, por exemplo. Nas pessoas, provoca irritação nos olhos, nariz e na garganta, assim como tosse e dores de cabeça. Agrava também a asma e outros problemas respiratórios

Dois fósseis vieram lançar dúvidas sobre origem da linhagem humana em África


Onde apareceram os primeiros indivíduos após a separação entre os ramos evolutivos dos humanos e dos chimpanzés? Em vez de África, um estudo diz agora que pode ter sido no Leste do Mediterrâneo.
A mandíbula do Graecopithecus freybergi
Fósseis encontrados na Grécia e na Bulgária de uma criatura parecida com um símio que viveu há 7,2 milhões de anos pode ter alterado de forma fundamental a nossa compreensão sobre a origem humana, lançando dúvidas sobre o facto de a linhagem evolutiva que conduziu até nós ter surgido em África.

Segundo uma equipa internacional de cientistas, a criatura, com o nome científico Graecopithecus freybergi e de que se tem apenas uma mandibula inferior e um dente isolado, pode ser o membro mais antigo conhecido da linhagem humana iniciada depois de ter ocorrido a separação evolutiva da linhagem que levou aos chimpanzés, os nossos parentes mais próximos.

Entre as 1730 novas espécies de plantas de 2016 há alimentos e curas


A segunda edição do relatório anual produzido pelos Jardins Botânicos Reais de Kew sobre o Estado das Plantas do Mundo que envolveu 128 cientistas de 12 países diferentes.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Bactérias dos intestinos podem melhorar eficácia de fármacos contra o cancro

Estudo de cientistas portugueses publicado na revista Cell revela como as bactérias dos intestinos podem alterar as características químicas de um fármaco usado contra o cancro colorrectal, conseguindo que o tratamento seja mais eficaz.
Bactéria comensal Escherichia coli (E. coli) que existe nos intestinos

E se algumas das bactérias que vivem nos nossos intestinos não só não nos fizessem mal nenhum (como, aliás, é o caso da maioria que lá se encontra), mas ainda nos ajudassem a melhorar a eficácia de um tratamento para o cancro? Uma equipa de cientistas liderada por investigadores portugueses na University College de Londres publicou um artigo na revista Cell que mostra como as bactérias nos intestinos podem interagir com um fármaco usado no cancro colorrectal e melhorar a eficácia do tratamento.

Portugueses descobrem vírus que substituem antibióticos no combate a bactérias

21 Mar 2016 15:13 // Nuno Noronha // Notícias
Uma equipa de investigadores conseguiu eliminar bactérias com recurso à terapia fágica. Inócua para os seres humanos e muito mais barata de aplicar do que os antibacterianos, a terapia utiliza a ação de vírus específicos que destroem apenas as bactérias.

A bactéria chama-se Enterobacter cloacae e, até agora, era apenas controlada através do uso de antibióticos. Mas a receita médica pode vir a mudar.

Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipa de investigadores conseguiu eliminar estas bactérias com recurso à terapia fágica. Inócua para os seres humanos e muito mais barata de aplicar do que os antibacterianos, a terapia utiliza a ação de vírus específicos que destroem apenas as bactérias.

O trabalho abre as portas a um futuro onde as bactérias nefastas para a saúde humana, muitas das quais resistentes a antibióticos, possam ser eliminadas de forma rápida, eficaz e sem efeitos secundários.

"A nossa investigação prova que o Enterobacter cloacae, uma das bactérias mais frequentemente implicadas nas infeções urinárias, pode ser inativada pelos fagos [vírus que destroem somente as bactérias e que são inofensivos para a saúde humana]", explica Adelaide Almeida, investigadora do Laboratório de Microbiologia Aplicada e Ambiental da academia de Aveiro e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA e coordenadora do trabalho publicado no último número da revista Virus Research.

Pelos mesmos mecanismos estudados na UA, com os quais os fagos infetam o Enterobacter cloacae e usam o seu metabolismo para se replicarem até o inativar, também outras bactérias similares, resistentes ou não a antibióticos, causadoras tanto de infeções urinárias como de outro tipo, poderão ser eliminadas através desses vírus isolados especificamente para o efeito.

No futuro, o paciente poderá receber o tratamento fágico por administração epidérmica ou via oral.

"Esta tecnologia, que inativa tanto bactérias resistentes a antibióticos como bactérias não resistentes, pode ser uma alternativa aos antibióticos, nomeadamente quando as bactérias que causam a infeção são resistentes aos antibióticos", aponta a investigadora. E caso as bactérias desenvolvam resistência aos fagos, garante, "é fácil isolar novos fagos no ambiente". Por outro lado, "as bactérias que desenvolvam essa resistência crescem mais lentamente e não são tão patogénicas como as não resistentes".

A elevada eficiência na inativação bacteriana através do recurso a fagos, associada à sua segurança e aos longos períodos de sobrevivência destes vírus, mesmo em amostras de urina utilizadas pelos investigadores, aponta Adelaide Almeida, "abre caminho para estudos mais aprofundados, especialmente in vivo, para controlar infeções do trato urinário e evitar o desenvolvimento de resistências por estirpes de Enterobacter cloacae a nível hospitalar".



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Prepare-se: vem aí uma super-Lua como não se via há 68 anos

Teresa Serafim

O nosso satélite natural vai aproximar-se bastante da Terra, na fase de Lua Cheia.
 
Na próxima segunda-feira, 14 de Novembro, o céu vai estar preenchido por uma super-Lua como já não acontecia há 68 anos. A Lua estará então mais perto da Terra e, por isso, vai parecer-nos maior do que o costume. Em Portugal, o fenómeno acontecerá em plena luz do dia, mas ainda assim, caso a meteorologia o permita, valerá a pena olhar para o céu.

O que é uma super-Lua? É um fenómeno que ocorre quando o nosso satélite natural está em fase de Lua Cheia e se encontra a pelo menos a 90% do seu ponto mais próximo da Terra. Em Lisboa, serão 11h22 quando a Lua atingirá o perigeu – o ponto da sua órbita mais perto da Terra. É que a órbita da Lua (tal como a dos planetas) é elíptica, em vez de circular, e não é sempre igual.





















A 16 de Outubro já houve a primeira super-Lua deste ano. Mas não faz mal se não se apercebeu disso. É que a super-Lua de 14 de Novembro é a mais “favorável” deste ano para observação, sublinha o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). Ou seja, é a que este ano estará mais perto de nós.
Lua Cheia no apogeu a 3 Fevereiro 2015 (esquerda) e no perigeu a 9 de Agosto de 2014 Robert J. Vanderbei
Nessa altura, o satélite estará a 356.509 quilómetros da Terra. Com esta aproximação parecerá 14% mais larga e 30% mais brilhante do que o habitual. Mas “nem todas as super-Luas têm o mesmo tamanho aparente e brilho”, uma vez que isso depende da distância do perigeu, lembra o OAL.
 
Cerca de duas horas e meia depois de atingido o perigeu nesta segunda-feira, mais exactamente às 13h52 (de Lisboa), o satélite natural da Terra estará mesmo em fase de Lua Cheia. Nos momentos exactos em que estes dois fenómenos acontecem (a chegada ao perigeu e a entrada na fase de Lua Cheia), o satélite ainda estará abaixo do horizonte em Portugal.
 
Mas esta é também uma super-Lua “extrema”, como explica o OAL. Isto porque não há um grande desfasamento temporal entre a passagem no perigeu e a entrada em fase de Lua Cheia.
 
Por isso, esta Lua será digna de se ver nessa noite. Nascerá às 17h50, em Lisboa. “Nesta altura, parecerá maior, não apenas pela ocorrência da super-Lua, mas porque, estando mais próxima do horizonte, vê-se mais ampliada”, lê-se ainda no site do OAL, explicando que "essa será a melhor ocasião” do dia para se observar. Ressalva-se, no entanto, que esse aumento do tamanho da Lua é uma “ilusão de óptica”.
 
Também no dia seguinte (15 de Novembro), a Lua, que nascerá às 18h40 (de Lisboa), estará sob um efeito de ilusão óptica. Ainda nos vai parecer grande. E a 14 de Dezembro, ocorrerá outra super-Lua, a terceira a última deste ano – embora com o perigeu mais distante da Terra (a 358.461 quilómetros) do que a 14 de Novembro.
 
A última vez que a órbita da Lua esteve tão perto do nosso planeta, como acontecerá já na segunda-feira, foi há 68 anos. Em 1948, a distância foi então de 356.461 quilómetros, tendo estado até um pouco mais próxima (cerca de 48 quilómetros) do que vai estar agora.
 
Para quem não guardar um momento do dia para observar o céu durante esta aproximação, só poderá fazê-lo daqui a 18 anos, mais exactamente a 25 de Novembro de 2034 (a Lua estará então a 356.445 quilómetros da Terra).
 
No Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, por exemplo, haverá uma sessão pública de observação da Lua com telescópios, entre as 19h e as 21h de segunda-feira. Para ajudar a compreender este fenómeno, haverá modelos à escala da Terra e da Lua e também se irá recorrer ao sistema de projecção digital fulldome (projecção na cúpula do planetário, criando o efeito de ambiente imersivo).
 
As super-Luas não são um fenómeno inédito, uma vez que acontecem, em média, quatro a seis vezes por ano, explica, em comunicado, o Centro de Astrofísica Smithsonian da Universidade de Harvard, nos EUA. Desde 2014, já houve seis super-Luas. No próximo ano, haverá uma apenas, a 3 de Dezembro, refere o documento Super-Luas desde 2014 a 2050, do OAL.
 
Mas além das super-Luas, também existe o fenómeno “oposto” – as micro-Luas. Neste caso, a Lua Cheia ocorre quando o nosso satélite natural está no seu ponto mais afastado da Terra, o apogeu. “Pode ser interessante saber que a Lua Cheia distante também é por vezes referida como micro-Lua”, nota o Centro de Astrofísica Smithsonian.

Chovem estrelas

Embora o céu de Novembro possa estar nublado, haverá várias chuvas de meteoros, as vulgares chuvas de estrelas. As órionidas (de actividade moderada) ocorrerão de 14 de Novembro a 6 de Dezembro, com maior intensidade prevista para 28 de Novembro. Surgem na constelação de Órion, daí o seu nome.
 
Também são de destacar as leónidas, que acontecem quando a Terra se cruza a órbita do cometa Tempel-Tuttle e os restos que ele lá deixou provocam esta chuva de meteoros, de 14 a 20 de Novembro, com origem na constelação do Leão. A intensidade máxima será a 17 de Novembro.
 
Como não há duas sem três, ainda poderão observar-se as táuridas, com origem na constelação do Touro. Divididas em norte e sul, podem ser contempladas por períodos distintos. As táuridas do Sul podem ser vistas de 10 de Setembro a 20 de Novembro; enquanto as táuridas do Norte podem ser observadas de 20 de Outubro a 20 de Novembro, com o pico a 14 de Novembro – o mesmo dia, note-se, da super-Lua mais “favorável” deste ano.
 
Para todas estas noites de Novembro e Dezembro, o OAL aconselha quem quiser ver a beleza dos astros a “evitar a poluição luminosa das grandes cidades e procurar um horizonte desimpedido”. Caso o tempo assim o deixe.

mySugr – A app que o vai ajudar a controlar a diabetes

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mySugr

A mySugr é uma aplicação gratuita, disponível para Android e iOS, criada para pessoas com diabetes por diabéticos, dando a estes a possibilidade de elaborar um diário da doença, facilitando a rotina de um doente.

Através desta aplicação, o utilizador poderá fazer uma monitorização de vários indicadores, como a glicemia, as tomas de insulina, medicamentos, os alimentos consumidos, o próprio peso, entre outros, de forma a poderem controlar a doença.


 
Todos estes dados poderão, posteriormente, ser analisados através de representações gráfica e exportadas para CSV. Existe uma versão Pro que irá, obviamente, oferecer mais funcionalidades aos utilizadores, que poderá compensar, mediante as suas necessidades.