sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Descodificado o genoma do trigo ao fim de 13 anos de investigação


MadreMedia/Lusa
16 agosto 2018
Uma descrição detalhada do genoma do trigo foi hoje publicada na revista Science, permitindo no futuro produzir novas variedades do cereal, potencialmente adaptadas às alterações climáticas, mais rentáveis, mais nutritivas e sustentáveis.


A descodificação da sequência do genoma do trigo foi o resultado de 13 anos de investigação, juntando mais de 200 cientistas de 73 instituições de 20 países, um consórcio, o International Wheat Genome Sequencing Consortium, que agora publica o artigo na revista.

A revelação da estrutura do genoma do trigo foi durante muito tempo considerada uma missão impossível, devido ao grande tamanho - cinco vezes maior do que o genoma humano - e complexidade - a existência de três sub-genomas e mais de 85% do genoma ser composto por elementos repetidos.

Além da sequência dos 21 cromossomas o artigo da Science apresenta a localização exata de 107.891 genes e de mais de quatro milhões de marcadores moleculares.

Realizada com uma variedade de trigo chamada “Chinese Spring” a descodificação anunciada hoje é apresentada como a de maior qualidade feita até hoje.

Cultura essencial para a segurança alimentar, o trigo é o alimento básico para mais de um terço da população mundial e contribui para quase 20% do total de calorias e proteínas consumidas pelas pessoas, mais do que qualquer outra fonte alimentar. E é também uma importante fonte de vitaminas e minerais.

Para responder à procura de trigo no futuro, com uma população mundial projetada de 9,6 mil milhões de pessoas até 2050, a produtividade do cereal precisa de aumentar 1,6% por ano. Mas esse aumento terá de se dever essencialmente à melhoria das culturas e das características das terras atualmente cultivadas, para preservar a biodiversidade e a água.

Com a descodificação da sequência do genoma agora concluída, salientam os autores do trabalho, os agricultores poderão ter grãos com mais rendimento e qualidade, mais resistentes a doenças fúngicas e mais tolerância a stress abiótico (influências do meio envolvente).

E acrescentam que se espera uma melhoria do trigo nas próximas décadas, com benefícios semelhantes aos observados com o milho e o arroz, depois de concluídas as suas sequências de referência.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Sabia que o colesterol alto é hereditário?

Nuno de Noronha
Saúde e Medicina
Estar informado sobre a sua história pessoal e familiar é um caminho para a saúde e prevenção de doenças cardio e cérebro-vasculares. Leia os conselhos dos médicos da Associação Hipercolesterolémia Familiar.

Sabia que um jovem com 20 ou 30 anos pode ter doença aterosclerótica, um dos fatores de risco mais importantes para eventos cardiovasculares como o enfarte ou o AVC, equivalente à de uma pessoa com 50 ou 60 anos?

A doença aterosclerótica resulta da elevação dos níveis de colesterol, nomeadamente o LDL-C (mau colesterol), sendo acelerada por estilos de vida modificáveis tais como o tabagismo, sedentarismo, excesso de peso e uma má alimentação. Sabia que o colesterol LDL (mau colesterol) elevado não escolhe idades?

O colesterol elevado não existe apenas em pessoas de idades mais avançadas. Mesmo crianças, adolescentes e jovens adultos podem ter níveis de colesterol elevados desde o seu nascimento. O colesterol elevado pode ser mesmo encontrado num jovem magro e ativo com estilos de vida saudáveis.

A Hipercolesterolémia Familiar (FH) existe mesmo

A Hipercolesterolémia Familiar (FH) é uma doença hereditária que se transmite de pais para filhos, com uma probabilidade de 50%, e carateriza-se por níveis de colesterol total e LDL-C elevados desde o nascimento. Esta doença afeta cerca de um indivíduo em cada 300 ou 500.

Os níveis elevados de LDL-C vão-se depositando silenciosamente nas artérias desde o nascimento, dando origem a doença aterosclerótica e doenças cardiovasculares prematuramente.

A FH resulta de um defeito no receptor hepático que capta o LDL-C da circulação sanguínea para o fígado, levando assim ao aumento dos níveis de LDL-C no sangue e, consequentemente, à sua deposição, infiltração, inflamação e envelhecimento das artérias – doença aterosclerótica. A doença aterosclerótica não é exclusiva das artérias do coração nem das do cérebro. Trata-se de uma doença sistémica e generalizada, podendo afetar qualquer órgão e ser responsável por vários sintomas, nomeadamente, disfunção eréctil.

Sabia que a FH, apesar de ser uma herança indesejada, pode ser tratada?

Por se tratar de uma doença que passa de geração para geração, pode dizer-se que é uma herança indesejada. Contudo o seu diagnóstico precoce permite um tratamento eficaz com uma sobrevida igual à da população em geral.
Visto ser uma doença silenciosa, é importante estar informado e conhecer a sua história pessoal e familiar. Saber mais e a tempo é um bom princípio para o tratamento já que lhe permite identificar se tem a doença, ou se algum familiar a tem, e agir preventivamente.
A modificação de estilos de vida pode não ser suficiente para corrigir valores elevados de colesterol, sendo muitas vezes necessárias medidas terapêuticas específicas. Nesse sentido, deve procurar apoio de médicos especializados.

Como pode saber se algum familiar também terá a doença?

Para a deteção de FH a história familiar é muito importante, especialmente:
- Se existem familiares com história de enfarte do miocárdio, AVC, doença arterial periférica, disfunção sexual ou morte súbita antes dos 55 anos nos homens e antes dos 60 anos nas mulheres.
- Se existem familiares com colesterol total e LDL-C elevados desde a infância/juventude ou se fazem medicação específica há muitos anos.
Quando é detetada uma situação de FH deve-se medir os níveis de colesterol em todos os membros da família para que o tratamento preventivo seja iniciado o mais precocemente possível.



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Cientistas de Coimbra invalidam teoria distinguida com Nobel da Química

26 jul 2018
MadreMedia / Lusa

A teoria de Marcus, que explica a transferência de eletrões em reações químicas, distinguida com um Prémio Nobel, foi invalidada por uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências de Coimbra, liderada por Luís Arnaut, foi anunciado esta quinta-feira.

“Sem margem para dúvidas, o artigo científico acabado de publicar na conceituada 'Nature Communications', do grupo Nature, prova que a teoria desenvolvida em 1956 por Rudolph Arthur Marcus”, que lhe valeu a atribuição do Nobel da Química em 1992, “está errada”, afirma a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), numa nota enviada hoje à agência Lusa.
Em causa está “a reorganização de moléculas necessária para a transferência de eletrões”, afirma a FCTUC, referindo que, para ocorrer este tipo de reações químicas, “a teoria de Marcus prevê que essa reorganização tem de ser principalmente efetuada nos solventes”.
Mas o estudo agora publicado concluiu que “não é assim”, evidenciando que “a chave para a transferência de eletrões está nos reagentes”.
Esta descoberta culmina “duas décadas e meia de estudos desenvolvidos no Departamento de Química da FCTUC, que geraram muita controvérsia dentro da comunidade científica ao longo do percurso”.
“O grande impulsionador de toda esta investigação foi o químico Formosinho Simões (catedrático da FCTUC, falecido em dezembro de 2016), que sempre questionou a teoria de Marcus”.
Formosinho Simões defendia que a chave para transferência de eletrões estava nos reagentes, mas “faltava uma evidência experimental decisiva para refutar a teoria de Marcus, pois Marcus era um cientista muito credível e a sua teoria foi premiada com o prémio Nobel da Química 1992”, conta Luís Arnaut.
Confrontado com duas visões radicalmente opostas em relação a esta reação química, Arnaut reuniu “em 1993 os químicos mais eminentes do mundo num NATO Workshop em Portugal para discutir o problema”.
O professor catedrático da FCTUC destaca que nesse encontro, “à exceção de Formosinho Simões, ninguém ousou questionar o prémio Nobel. Foi uma discussão muito intensa”.
Mas “o grupo de Coimbra não esmoreceu e avançou sozinho na conceção de experiências” que permitissem determinar qual das duas teorias estava correta.
Foram necessários 25 anos: “Foi uma tarefa extremamente difícil. Tivemos de desenhar, conceber e executar um vasto conjunto de estudos e experiências. Há múltiplas razões que justificam tantos anos de estudo, entre as quais a exigência de equipamento altamente sofisticado que nós não possuíamos, a necessidade de sintetizar moléculas que não existiam e a contratação de pessoal altamente qualificado para desenvolver o trabalho”, acrescenta Luís Arnaut, citado pela FCTUC.

Além de todas estas dificuldades, os cientistas da Universidade de Coimbra tiveram de enfrentar a crítica da comunidade científica, que “teimava em não aceitar que um Nobel da Química pudesse estar errado”, salienta a FCTUC, na mesma nota.
Após “um longo e sinuoso caminho, finalmente, em 2014”, a equipa de Formosinho Simões e de Luís Arnaut reuniu as condições adequadas para realizar “a experiência decisiva” – os resultados ficaram completos no final de 2017. O artigo científico foi submetido ao grupo Nature e, “mais uma vez, a polémica foi inevitável”, relata o coordenador do estudo.
No entanto, a argumentação dos cientistas da FCTUC “convenceu os ‘reviewers’ da revista e o artigo foi publicado” na quarta-feira.
Luís Arnaut acredita que a reação da comunidade científica “talvez vá ficar perplexa porque o que está escrito no artigo vai contra a corrente. Expõe claramente que a teoria de Marcus não funciona”.
Quanto a implicações práticas desta nova teoria – denominada ‘modelo de intersecção de estados’ –, o catedrático da FCTUC não crê que, “de repente, a teoria desenvolvida em Coimbra permita originar um produto que chegue ao mercado com vantagens relativamente aos existentes”.
“Demorámos 25 anos a realizar esta experiência, por isso é expectável que demore muitos anos para se desenvolver sistemas de uma forma diferente. Porém, o nosso modelo pode inspirar melhores soluções em áreas onde a transferência de eletrões é importante”, admite Luís Arnaut.
As reações de transferência de eletrão são a base das reações de oxidação-redução e “ocorrem em sistemas biológicos como a fotossíntese e a respiração, bem como em sistemas artificiais, por exemplo, painéis solares, polímeros condutores utilizados em televisões e computadores, optoeletrónica”, entre outros, conclui a FCTUC.


quinta-feira, 28 de junho de 2018

"Sementes das árvores da paz” de Hiroshima são lançadas à terra em Évora

28/06/2018
Madre Media/Lusa

Évora vai ser a primeira cidade de Portugal a receber sementes de árvores sobreviventes do bombardeamento atómico de Hiroshima, no Japão, as quais vão ser lançadas à terra na sexta-feira, feriado municipal, revelou hoje a câmara.


As sementes, vindas de Hiroshima, foram oferecidas por esta cidade japonesa como mensagem de paz e vão ser lançadas à terra nas cerimónias do Dia da Cidade de Évora, explicou o município alentejano.
Segundo a autarquia, as sementes são de árvores “cujos troncos” foram “carbonizados pelo bombardeamento” e dos quais “vieram a brotar, mais tarde, rebentos verdes e folhas”.
Desde então, “os cidadãos de Hiroshima tomaram-nas como símbolos da paz”, realçou a câmara, explicando que a oferta foi feita no âmbito da organização sem fins lucrativos Mayors for Peace, fundada por Hiroshima e Nagasaki, em 1982.
A organização, que integra hoje 7.578 cidades espalhadas por 163 países do mundo, tem como principal objetivo promover a solidariedade das cidades em prol da abolição total das armas nucleares.
“Évora, que aderiu a esta organização em 2007, é a primeira cidade de Portugal a ser distinguida” com “as sementes das árvores da paz”, congratulou-se o município.


Com esta iniciativa, a Câmara de Évora pretende “homenagear as vítimas de Hiroshima, a cidade japonesa que sofreu as dramáticas consequências do lançamento da primeira bomba atómica pelos Estados Unidos da América, durante a 2.ª Guerra Mundial”.
Além deste momento, nas comemorações do Dia da Cidade, numa cerimónia no salão nobre dos Paços do Concelho, a partir das 10:00, o município vai também atribuir três medalhas de mérito.
O investigador Henrique Leonor Pina, revelou a autarquia, vai ser agraciado, a título póstumo, com a Medalha de Ouro da Cidade de Évora pelo seu trabalho de “valorização das potencialidades arqueológicas do concelho”.
O investigador, destacou a câmara, identificou e deu visibilidade “a vários monumentos megalíticos, entre eles o Cromeleque dos Almendres”, durante o levantamento da Carta Geológica de Portugal”.
Já a Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro vai ser atribuída ao Juventude Sport Clube, que este ano comemora o 100.º aniversário, pela “relevância do papel desempenhado ao longo da sua existência para a comunidade local”.
O antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Évora José Francisco Monteiro vai, igualmente, ser agraciado com a Medalha de Mérito Municipal – Classe Ouro, pelos “relevantes serviços prestados em prol da Humanidade, ao longo de 30 anos de carreira, sendo exemplo dessa abnegação o contributo decisivo na fundação das corporações de bombeiros de Portel e Viana do Alentejo”.
No Dia da Cidade, vai ainda ser lançado o n.º 2 da 3.ª série do boletim “A Cidade de Évora”.


Estas bibliotecas portuguesas têm morcegos e não faz mal

28/06/2018
Sapo viagens
Sabia que existem morcegos na biblioteca da Universidade de Coimbra e na do Palácio de Mafra? É verdade, mas não se assuste, há um propósito. Descubra porquê.

Imaginar morcegos a voar no interior de uma biblioteca remete-nos para um espaço antigo - com pó e teias de aranha - podendo mesmo ser um lugar assustador. A verdade é que tanto a biblioteca da Universidade de Coimbra como a do Palácio de Mafra são habitats de morcegos e quem as gere não se preocupa. Há um propósito. Para matar a curiosidade dos seus leitores, o site Travel and Leisure (T&L) procurou saber porquê. Fique a conhecer a reportagem.

Foi atrás das estantes da biblioteca Joanina, da universidade de Coimbra, que uma colónia de morcegos-anão fez a sua casa. Estes morcegos emergem ao anoitecer para comer traças, moscas e outras pragas, antes de saírem pelas janelas e atravessarem o topo da colina da universidade em busca de água. O serviço que prestam à biblioteca é indispensável, pois, de outro modo, muitas das obras que lá se encontram como Opera Omnia de Homero ou Antiguidades romanas de Dionísio de Halicarnasso já poderiam estar degradadas.

E é por isso que os morcegos são bem-vindos nesta e na biblioteca do Palácio Nacional de Mafra pois ajudam a conservar os livros e as estantes destas bibliotecas do século XVIII de uma forma ecológica, sem ser necessário recorrer a químicos.


Não se sabe ao certo a altura em que os morcegos se instalaram na biblioteca de Joanina, se há 300 anos, época em que a biblioteca foi construída, ou se mais recentemente. De acordo com os bibliotecários, consultados pelo T&L, existem morcegos na biblioteca pelo menos desde o século XIX. Hoje em dia, os bibliotecários continuam a utilizar pele importada da Rússia Imperial para cobrir as mesas do século XVIII de forma a protegê-las dos detritos deixados pelos residentes voadores da biblioteca.
O anoitecer é a melhor altura para ver os morcegos em ação. Para conseguir vê-los, o T&L sugere que aguarde nas escadas do lado de fora da densa porta de madeira. Outra opção é visitar a biblioteca num dia de chuva. De acordo com os bibliotecários, muitas vezes, consegue-se escutar, ao final da tarde de um dia chuvoso, morcegos a cantar.
Tal como no caso da biblioteca Joanina, não se sabe ao certo quando os morcegos começaram a instalar-se na biblioteca do Palácio de Mafra. De acordo com Hugo Rebelo, investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, deverão habitar a biblioteca há séculos.
Ver morcegos na biblioteca de Mafra também poderá ser mais complicado do que na de Coimbra, pois esta encerra antes do anoitecer, altura em que os morcegos deslocam-se das estantes para os jardins do palácio. Talvez seja por isso e para lembrar que eles existem, existe, na biblioteca, uma pequena vitrine com os restos mortais de três morcegos.
Com ou sem morcegos, vale a pena visitar a biblioteca de Mafra devido à sua magnificência. Há cerca de 36 mil livros nas prateleiras desta biblioteca da era iluminista em estilo rococó. Não é a toa que a biblioteca de Mafra é considerada uma das mais importantes da Europa.



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

0 conselhos médicos para controlar o stress de vez Nuno de Noronha // Saúde e Medicina

Nuno de Noronha // Saúde e Medicina
Aprenda a não exceder os limites do stress com os conselhos dos médicos cardiologistas da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
1. Identifique a origem do stress. O primeiro passo para controlar o stress é identificar as situações ou pessoas que o desencadeiam. Basta estar atento aos sinais exteriores e relacioná-los com o que está a acontecer.
2. Partilhe com as pessoas próximas o que sente. Aprenda a não guardar tudo para si. As tensões e emoções demasiado controladas provocam danos físicos e mal-estar psicológico. Está provado que desabafar e exteriorizar o que se sente contribui para uma melhor saúde.
3. Aprenda a dizer não. Sempre que possível não vá contra a sua natureza. Não se sobrecarregue com obrigações ou responsabilidades excessivas: se o confrontam com um pedido exagerado (em termos de tempo ou exigência), recuse-se a cumpri-lo. Lembre-se que ninguém o respeitará, se não souber respeitar-se.
4. Cuide de si: alimente-se de forma saudável e pratique exercício. Uma dieta equilibrada, rica em fruta, verduras, fibra e vitaminas ajuda o corpo a proteger-se. Evite excesso de gorduras, açúcar e também café, álcool e tabaco. A atividade física, quando praticada com regularidade, aumenta a sensação de bem-estar (devido à produção de endorfinas). Consulte o seu médico, para averiguar qual a atividade mais apropriada para si: ioga, jogging, marcha, natação ou outra qualquer.
5. Opte por uma postura otimista. Nem sempre é fácil, mas procure contrariar as tendências negativas: tenha pensamento positivo perante as situações, seja mais confiante e flexível. Tudo isto contribui para aumentar a sua resistência ao stress.
6. Aprenda a gerir o tempo. Procure intercalar trabalho, família, lazer e descanso. Procure ser o condutor do seu tempo e não o contrário. Estabeleça prioridades e objetivos.
7. Aprenda a relaxar todos os dias. Uma vez que é impossível prever ou evitar algumas das situações que nos causam ansiedade, o melhor é escolher uma boa estratégia para as enfrentar. Aprenda a relaxar progressivamente os músculos e a mente: ao fazê-lo, a frequência cardíaca e a pressão arterial diminuem imediatamente.
8. Não ignore o stress, porque ele pode não o ignorar a si. Ao contrário da diabetes, da tensão arterial ou do colesterol, o stress é difícil de medir e avaliar e, como tal, é mais complicado estabelecer relações entre o seu grau de existência e o aparecimento de doenças cardiovasculares.
9. Lembre-se que a sua saúde pode estar em risco. Apesar de o stress não ser a causa principal de problemas cardíacos, pode contribuir para o despoletar ou agravar dessas patologias, uma vez que, entre outras consequências, faz subir a pressão arterial, dificulta a cicatrização e torna-nos mais vulneráveis a ataques patogénicos exteriores assim como a adições.
10. Esteja atento às fases de alarme
  • Primeira Fase — O cérebro dá o alarme: As regiões situadas na parte inferior do cérebro enviam os primeiros sinais de alarme para todo o corpo. O hipotálamo e a hipófise libertam uma série de substâncias químicas (como adrenalina, cortisol ou aldosterona) que fazem reagir o nosso organismo ao “perigo” que se aproxima.
  • Segunda Fase — O corpo resiste: Após a fase de alarme, o corpo adaptou-se às circunstâncias e recuperou o seu estado normal. Dependendo da resistência de cada pessoa, esta fase pode ter uma duração mais ou menos longa, até que o corpo alcance a fase seguinte.
  • Terceira Fase — Fase extenuante: Quando o stress atinge este patamar, é sinal de que o seu grau é bastante severo. O risco de adoecermos, aumenta, assim como a propensão para acidentes cardiovasculares.
Os conselhos são dos médicos especialistas da Fundação Portuguesa de Cardiologia presidida pelo Professor Doutor Manuel Oliveira Carrageta.