Nome provisório é unúntrio; durante 2016 será proposto um nome definitivo.
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Investigador japonês Kosuke Morita, líder da equipa que descobriu o elemento 113 |
Uma equipa de investigadores japoneses do instituto RIKEN viu ser-lhe
atribuída a paternidade da descoberta do elemento 113 da tabela
periódica, bem como o direito de dar agora o nome ao novo elemento –
anunciou a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC, na
sigla em inglês). É a primeira vez que um elemento é descoberto na Ásia.
Foi
o investigador Kosuke Morita, da Universidade de Kyushu, e o seu grupo
que obtiveram este privilégio da parte de dois organismos científicos
mundiais – da IUPAC e da União Internacional de Física Pura e Aplicada
–, depois de terem conseguido reunir dados experimentais da existência do novo elemento por três vezes,
entre 2004 e 2012, no acelerador do Centro RIKEN Nishina, em Wako.
Kosuke Morita recebeu uma carta da UICPA a informá-lo da novidade, no
último dia de 2015.
“A equipa do RIKEN do Japão preencheu os
critérios para o elemento 113 e será convidada a propor um nome e um
símbolo permanentes” para este elemento, temporariamente nomeado
unúntrio (Uut), indicou a IUPAC em comunicado.
Igualmente no mesmo
comunicado, a IUPAC informa que cientistas russos e norte-americanos,
que colaboraram nesta investigação, ganharam o direito de atribuir o
nome a três outros elementos – o 115, 117 e 118.
A
tabela periódica dos elementos, por vezes designada tabela de
Mendeleiev (o nome do cientista russo que criou a primeira versão em
1869, então só com 60 elementos), agrupa os elementos químicos em função
da sua composição e propriedades químicas.
O nome do elemento 113
ainda não está decidido, mas Kosuke Morita fará uma proposta durante
2016, especificou o instituto RIKEN também em comunicado. Japónio será o
nome favorito.
Este anúncio vem em boa hora para o instituto RIKEN, que acaba de sair do caso das chamadas “células STAP”,
em que uma jovem investigadora do instituto foi acusada de ter
falsificado dados e fotografias para demonstrar a criação, através de um
procedimento químico inédito, de células estaminais pluripotentes a
partir de células adultas.
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