sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que fazer com este incrível “corrector ortográfico” dos genes?

É rápida, barata e o seu uso experimental está a difundir-se a grande velocidade pelos laboratórios de todo o mundo. Mas há quem receie que nova técnica possa um dia vir a ser utilizada para gerar bebés “pós-humanos”.

Genes de embriões humanos editados pela primeira vez nos Estados Unidos

Investigação terá sido pioneira no número de embriões usados na experiência e por ter demonstrado que é possível corrigir de forma segura e eficiente genes defeituosos que causam doenças hereditárias. Resultados ainda não foram publicados numa revista científica.

Procriação Medicamente Assistida ajuda a nascer mas de 2000 crianças por ano

Relatório de Actividades do Conselho Nacional de PMA mostra como a idade das mulheres influencia o sucesso dos tratamentos.
O sucesso dos tratamentos diminui de forma acentuada a partir dos 36 anos
As técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) fizeram nascer 2091 crianças em 2013, menos 43 do que no ano anterior, tendo representado 2,5% de todas as crianças nascidas nesse ano, segundo o relatório do regulador.

Micro-injecção: os homens passam a infertilidade aos filhos?

Estudo avaliou jovens entre os 18 e 22 anos concebidos com a ajuda da injecção intracitoplasmática e concluiu que os seus espermatozóides são menos e mais lentos.
A micro-injecção consiste na introdução de um único espermatozóide no ovócito
Qual é a qualidade do sémen dos jovens adultos concebidos há 18-22 anos por uma das mais comuns técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), a micro-injecção intracitoplasmática, que é indicada nos casos de infertilidade de masculina? Esta foi a pergunta do estudo inédito da Universidade Livre de Bruxelas. Os resultados, publicados este mês na revista científica Human Reproduction, revelam que os “filhos” da micro-injecção têm menos espermatozóides e são mais lentos do que os jovens concebidos de forma natural. É a primeira avaliação ao grupo mais antigo de homens nascidos com a ajuda da micro-injecção mas ainda é cedo para conclusões definitivas.

Homens do mundo ocidental estão a perder espermatozóides

Em apenas 40 anos, a contagem de espermatozóides de homens no mundo ocidental caiu mais de 50%, revela um estudo publicado na revista Human Reproduction Update. Estamos perante um problema de saúde pública, avisam os investigadores

terça-feira, 23 de maio de 2017

Bilhete de identidade de três poluentes


Óxidos de azoto, partículas finas e ozono são os poluentes em causa num estudo sobre o excesso de emissões de veículos a diesel em 2015.

Óxidos de azoto




Partículas finas


Estão em suspensão no ar e têm 2,5 micrómetros de diâmetro (cerca de 20 vezes mais finas do que um cabelo humano). Chegam aos pulmões, entram na circulação e causam problemas respiratórios agudos ou crónicos, doenças cardiovasculares ou cancro (porque têm compostos carcinogénicos). Só em 2007 houve 3,45 milhões de mortes prematuras em todo o mundo atribuídas a partículas finas no ar. “São de longe o poluente que tem efeitos mais graves na saúde”, avisa Francisco Ferreira, presidente da Associação Zero.

Ozono

Se nas camadas superiores da atmosfera nos protege da radiação ultravioleta, junto ao solo é um poluente e pode resultar dos óxidos de azoto, oxigénio e radiação solar. Destrói culturas, por exemplo. Nas pessoas, provoca irritação nos olhos, nariz e na garganta, assim como tosse e dores de cabeça. Agrava também a asma e outros problemas respiratórios

Dois fósseis vieram lançar dúvidas sobre origem da linhagem humana em África


Onde apareceram os primeiros indivíduos após a separação entre os ramos evolutivos dos humanos e dos chimpanzés? Em vez de África, um estudo diz agora que pode ter sido no Leste do Mediterrâneo.
A mandíbula do Graecopithecus freybergi
Fósseis encontrados na Grécia e na Bulgária de uma criatura parecida com um símio que viveu há 7,2 milhões de anos pode ter alterado de forma fundamental a nossa compreensão sobre a origem humana, lançando dúvidas sobre o facto de a linhagem evolutiva que conduziu até nós ter surgido em África.

Segundo uma equipa internacional de cientistas, a criatura, com o nome científico Graecopithecus freybergi e de que se tem apenas uma mandibula inferior e um dente isolado, pode ser o membro mais antigo conhecido da linhagem humana iniciada depois de ter ocorrido a separação evolutiva da linhagem que levou aos chimpanzés, os nossos parentes mais próximos.