quinta-feira, 28 de julho de 2016

Injecções diárias dos diabéticos à beira do fim?

28 jul, 2016 - 12:35 • Anabela Góis
Experiências da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra estão, para já, a ser realizadas apenas em ratos, mas com resultados muito positivos.
 
Pode ser o fim das injecções diárias para os diabéticos. Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra conseguiu encapsular células produtoras de insulina, que funcionam como um pâncreas bioartificial passível de ser implantado nos doentes.
 
“No fundo, é desenvolver uma forma de ter células que produzem insulina para substituir aquela que eles produzem de forma deficitária”, sintetiza Raquel Seiça, líder da equipa de investigação.
 
Nestas declarações à Renascença, Raquel Seiça garante que isto significaria o fim das várias injecções de insulina por dia, nos diabéticos de tipo 1.
 
As vantagens não se ficam, no entanto, por aqui.
 
“O facto de serem células encapsuladas (dentro de uma cápsula de polímeros especiais) vai permitir uma outra coisa, que é o seguinte: no caso de um transplante de pâncreas os doentes têm de fazer, até ao fim da sua vida, imunossupressores. Sendo essas células encapsuladas evita, a necessidade da administração imunossupressores e isso é o ideal porque os imunossupressores também trazem problemas aos doentes”, explica.
 
A microcápsula pode vir a ser instalada debaixo da pele ou no músculo, o local ainda não está definido.
 
A investigação tem tido resultados muito positivos mas para já apenas em ratos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Tinta das tatuagens poderá aumentar risco de cancro


Este organismo pode ajudar a revelar a origem da vida


LUCA é o antepassado de tudo o que tem vida na Terra e a sua descoberta pode ajudar a responder aos maiores mistérios da biologia.

É o organismo unicelular que deu origem a tudo o que está vivo na Terra: o LUCA, que significa Last Universal Common Ancestor (Último Ancestral Comum Universal, em português) surgiu há cerca de quatro mil milhões de anos, quando o planeta tinha apenas 560 milhões de anos. Agora os cientistas pintam um retrato que pode ajudar a desvendar o mais famoso e controverso mistério entre cientistas: a origem da vida.
 
Os cientistas acreditam que o LUCA é um antepassado comum das bactérias e archaeas. O estudoda Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf, na Alemanha, chegou a 355 genes que "estavam provavelmente presentes no genoma de LUCA".
 
O biólogo acredita que o LUCA está muito próximo da origem da vida, pois, segundo o New York Times, este organismo não tem muitos dos genes necessários para viver. O especialista explicou que estes organismos estavam apenas "meio-vivos".
 
O LUCA, de acordo com o estudo publicado esta segunda-feira, surgiu num ambiente muito específico: nas fissuras do mar profundo, em zonas onde é expelido o ar gasoso, quente e cheio de metais, na mistura do magma com a água do mar.
 
Esta descoberta vem acrescentar mais um ponto ao longo debate entre os cientistas que acreditam que a vida surgiu em ambientes extremos e os que defendem que a vida começou em águas paradas, como lagoas quentes.
 
Alguns cientistas não concordam com a teoria de Wlliam Martin e afirmam que, apesar de o LUCA ser um organismo sofisticado e realmente o mais antigo encontrado até ao momento, ele surgiu muito tempo depois do início da vida.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Calvície na mulher: perder uma parte do “eu”

Clínica Saúde Viável // Bem-estar

Sobretudo associada ao sexo masculino, a calvície também afeta as mulheres e pode ter um efeito psicológico muito mais devastador nestas. De acordo com a American Hair Loss Association, nos Estados Unidos as mulheres representam já cerca de 40% dos casos de perda de cabelo significativa.
 
 
 
 
Baixa auto-estima, depressão, afastamento das relações sociais, isolamento. O impacto da calvície no feminino vai muito para além da mudança fisionómica.

Fátima Garcês, médica especialista na Técnica FUE de transplante capilar e pioneira na introdução deste método em Portugal, recebe com frequência pedidos de ajuda de mulheres que apresentam sinais de alopecia ou mesmo graus avançados de calvície; e não tem dúvidas em afirmar que as mulheres ficam, emocionalmente, muito mais devastadas do que os homens, nestes casos. «A calvície masculina é bem aceite socialmente, o que não acontece com a calvície feminina. Por isso, para as mulheres é muito mais difícil lidar com o problema», explica.
O cabelo é um dos elementos-chave da feminilidade, pelo que a sua perda deixa marcas profundas. Não é apenas o aceitar de uma nova autoimagem que está em causa, é o desafio de assegurar a identidade feminina, apesar da inevitável fragilização perante o desaparecimento de uma das suas “armas” mais poderosas.
A nível psicológico, as consequências são por isso profundas, exigindo muitas vezes intervenção psiquiátrica. "Perceber que estamos a perder uma parte do nosso corpo e ver a nossa aparência totalmente transformada é verdadeiramente arrasador. Tenho constatado situações de mulheres com problemas muito graves do foro psiquiátrico, em consequência da calvície.
Há mulheres polimedicadas, com um quadro de ansiedade, alterações do humor e depressão. Algumas destas pessoas chegam a furtar-se a encontros sociais, fecham-se em casa para evitar comentários ou perguntas que não conseguem suporta"», conta a especialista.
Causas da calvície feminina
As causas da calvície nas mulheres podem ser várias. A alopecia androgenética feminina é a mais comum e tem, como o nome indica, base genética e muitas vezes hereditária.
 
Mas há outros fatores na origem do problema no sexo feminino: stress, alterações hormonais, problemas de tiroide, infeção do couro cabeludo e outros processos inflamatórios, doenças crónicas como o lúpus ou a diabetes, determinada medicação ou tratamentos oncológicos, traumatismos, má nutrição e deficiência de ferro.
O tratamento difere conforme a causa da calvície. Em alguns casos, a solução pode passar por um tratamento capilar específico, em outros por tratamento medicamentoso e noutros ainda por uma minicirurgia. O microtransplante capilar é adequado para vários casos de calvície irreversível, nomeadamente para a sua forma mais frequente, a alopecia androgenética.
De acordo com a International Hair Restoration Society (IHRS), desde 2004 o número de pacientes do sexo feminino submetidas a cirurgia de restauração capilar em todo o Mundo aumentou 24%. A nível mundial, as mulheres representam já 14,2% do total de pacientes que optaram por este tipo de tratamento.
Nem todos os casos de calvície têm solução mas, em qualquer situação, o importante é atuar precocemente, diz Fátima Garcês. A médica deixa, por isso, um conselho a todas as pessoas que sofrem de problemas capilares: "Procurem ajuda assim que aparecem os primeiros sinais. Logo que comecem a notar que o cabelo está enfraquecido, consultem um especialista em saúde capilar, para que possa ser feito o diagnóstico correto do problema".
A calvície feminina está classificada cientificamente com distintos graus de severidade. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores serão as probabilidades de sucesso terapêutico. «Se o caso tiver indicação para transplante, quanto mais cedo melhor, pois será necessário um menor número de folículos capilares, é menos cansativo para o paciente e os resultados são muito melhores.
Se não houver indicação para transplante, há situações em que se aconselha um tratamento preventivo e, no caso de uma queda reversível, é possível tratar e recuperar», explica a médica.
Em suma, é desaconselhado deixar arrastar uma queda de cabelo exagerada, o que normalmente corresponde a mais de 100 fios por dia.
A calvície feminina pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente a partir dos 40 anos, com o aproximar da menopausa.
Mais informação em http://www.saudeviavel.pt

domingo, 24 de julho de 2016

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