domingo, 24 de julho de 2016

Memória em dia: alimentos que estimulam o cérebro


 

Reveladas as principais causas do AVC


Medicação que baixa colesterol pode reduzir risco de morte por cancro


 

Os perigos de cozinhar e embalar alimentos em papel de alumínio

msn lifestyle
Notícias ao Minuto
Daniela Costa Teixeira

O uso de papel de alumínio é uma forma prática de embalar alguns alimentos – como aqueles que diariamente se leva para o trabalho -, mas é também uma excelente forma de evitar que os alimentos queimem quando vão ao forno. Mas, e se a nossa saúde estiver em perigo?
 
Ghada Bassioni, professora e diretora do departamento de Química da Universidade Ain Shams, revela o alumínio pode ser nocivo para a saúde e que estas folhas são dos objetos que mais fazem aumentar o risco, uma vez que os tachos e panelas em alumínio acabam por ser oxidados ou revestidos antes serem comercializados, o que impede que este metal entre em contacto direto com a comida e, por conseguinte, com o nosso organismo.
 
De acordo com a especialista, que publicou um artigo no site The Conversation, o perigo do uso de papel de alumínio aumenta quando este é usado para confecionar a temperaturas elevadas pratos ácidos ou picantes, o que faz com que os níveis deste metal aumentem e, com isso, cresça também a probabilidade de contaminação.
 
Quando entra em contacto com o nosso corpo, o alumínio assume-se como um metal tóxico, uma vez que não integra o processo metabólico do corpo humano, o que impede que seja excretado ou eliminado.
 
Numa pesquisa realizada recentemente, Ghada Bassioni descobriu que a passagem de alumínio para a comida no processo de confeção está acima do limite permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é 40 miligramas por cada quilo peso corporal.
 
Como se pode ler na revista online Esmeralda Azul, a presença de alumínio no cérebro está associada a dificuldades cognitivas e às doenças neurológicas degenerativas, o que faz com que as pessoas fiquem com uma menor capacidade de memória, de concentração e de atenção.
 
O uso recorrente de alumínio – sob a forma de papel ou em panelas não oxidadas ou revestidas – tem sido frequentemente associado a um aumento do risco de Alzheimer.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Descoberto planeta num sistema com três estrelas

Lusa
Ilustração do sistema que está a 320 anos-luz da Terra

As 10 alergias mais estranhas do mundo

Nuno Noronha // Saúde e Medicina
O corpo humano é uma máquina incrível, mas como todas as máquinas pode ter defeitos de fabrico. Conheça as dez alergias mais estranhas do mundo.
Alergia às redes-wifi - Chama-se hipersensibilidade eletromagnética, também conhecida por alergia invisível. Embora ainda não seja reconhecida como uma doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, este problema afeta três por cento da população. Olle Johansson, investigador em Neurociência do Karolinska Institute, na Suécia, estuda o fenómeno há vários anos. O sintoma mais comum desta doença são as dores de cabeça. A Suécia foi o primeiro país a reconhecer a patologia.
Alergia ao filho recém-nascido - De acordo com a Associação Norte-Americana de Obstetras e Ginecologistas, a penfigóide gestacional é uma doença auto imune e um problema de pele caracterizado por bolhas no abdómen e, em alguns casos, em outras regiões do corpo da mãe. As mães podem desenvolver esta condição durante o segundo ou terceiro trimestre de gravidez e depois do parto. Em casos mais raros, a criança pode também nascer com a alergia. A doença também é denominada por herpes gestacional devido à característica das bolhas, embora não tenha nenhuma relação com o vírus do herpes.
Alergia ao sémen - Chama-se hipersensibilidade ao plasma seminal. Esta alergia auto imune resulta de uma má interpretação por parte do sistema imunitário. Quando o sémen entra no organismo de uma pessoa alérgica, os leucócitos, células de defesa do organismo, identificam erroneamente as proteínas do sémen como invasoras (como, por exemplo, bactérias e vírus), atacando-as. Há menos de 100 casos descritos na literatura médica.
Alergia ao exercício físico - Chama-se anafilaxia induzida pelo exercício (AIE). Trata-se de uma forma rara de alergia física que ocorre na sequência de esforços físicos. Os sintomas mais comuns são o prurido, as manchas na pele e a urticária. Algumas pessoas sofrem deste patologia apenas quando ingerem um alimento específico antes de praticarem atividades físicas.
Alergia ao sol - A alergia ao sol é uma reação do sistema imunitário à exposição da pele à luz solar. É também chamada de erupção cutânea fotoalérgica ou fotoalergia e fotodermatose. Estima-se que 5 a 10% das pessoas sofram desta patologia. Os sintomas incluem a formação de bolhas de cor vermelha na pele, que causam prurido. Pode dar-se ainda a formação de bolhas com um líquido transparente. A origem exata desta alergia ainda é pouco clara, mas os cientistas acreditam que a culpa esteja nos raios ultravioletas A (UVA) que penetram mais profundamente na pele do que os raios UVB.
Alergia às moedas - Chama-se dermatite de contacto. As moedas de um e dois euros podem desencadear alergias em algumas pessoas, devido à grande quantidade de níquel que libertam por ação do suor quando manuseadas, afirmam cientistas da universidade suíça de Zurique num estudo publicado na revista "Nature". As moedas podem provocar ardores, irritação e erupções cutâneas em indivíduos alérgicos ao níquel.
Alergia ao suor - A miliária apresenta-se sob a forma de erupção cutânea e está relacionada com as glândulas sudoríparas (que produzem o suor). Afeta principalmente as crianças, mas também pode atingir os adultos. Esta alergia surge sobretudo no tronco e na região cervical. As lesões geralmente são acompanhadas por coceira. Formam-se "bolinhas avermelhadas" ou vesículas (pequeninas bolhas), podendo, em alguns casos, formar lesões mais exuberantes
Alergia ao toque - A sensibilidade ao toque também se designa de dermografismo. É um distúrbio caracterizado pelo facto da pele inchar ou inflamar quando picada ou arranhada por um objeto. O dermografismo não tem cura, mas as crises da doença podem ser prevenidas ou controladas com remédios. Esta condição resulta da presença de mastócitos na superfície da pele. Estas células libertam histamina, substância responsável pela inflamação, sem que haja a presença de antigénios capazes de gerar uma resposta imune.
Alergia à água - A urticária aquagénica é uma forma muito rara de reação alérgica à água. Existem poucos casos descritos na literatura médica. Pensa-se que se deve à presença na pele de um antigene (substância que ativa o sistema imunitário) hidrossolúvel. Em contacto com a água, o antigene dissolve-se, atravessa a pele e provoca a libertação de histamina, que provoca o aparecimento de inchaço, ardor e outros sintomas alérgicos. As pessoas afetadas não suportam estar mais de um minuto no chuveiro ou na piscina: o corpo é invadido por uma dolorosa erupção cutânea que demora horas a desaparecer.
Alergia à roupa interior - Os principais sintomas são prurido e desconforto na zona púbica. A alergia a roupas íntimas é relativamente comum e pode trazer muito desconforto e constrangimento caso não seja controlada. Várias pessoas podem ser sensíveis aos produtos químicos usados para produzir os tecidos como lycra e nylon. A solução mais fácil é procurar tecidos naturais puros.
 
 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pequenas plantas testemunham que Lisboa ficou mais respirável nos últimos 30 anos

Teresa Serafim
Os biomonitores permitiram avaliar a qualidade do ar em Lisboa
"A qualidade do ar melhorou em Lisboa devido às regras ambientais e à preocupação ambiental que foi aumentando nestes últimos 30 anos”, afirma Palmira Carvalho, investigadora em líquenes, uma associação entre fungos e algas que muitas vezes são os responsáveis pela cor alaranjada dos telhados. Já os briófitos, também incluídos no estudo, são pequenas plantas que não têm um estrutura que transporte água e nutrientes, como os musgos.
 
De acordo com Palmira Carvalho, citada em comunicado, o local onde se verificou maior diversidade florística, sendo possível atribuir-lhe a designação de “pulmão” da cidade, foi Monsanto, seguido das áreas suburbanas da Península de Setúbal. A Avenida da Liberdade foi a zona onde se verificou o menor número de espécies. Ao todo, foram encontrados 163 líquenes e 48 briófitos na área metropolitana de Lisboa. Em comunicado de imprensa, é salientado que algumas espécies consideradas raras na região foram encontradas no centro da cidade.
 
A investigadora e coordenadora do estudo, Cecília Sérgio, afirma que esta é a prova que o metabolismo dos líquenes e briófitos podem contribuir para a avaliação da qualidade do ar. O estudo demonstra que os valores de gases poluentes, como o dióxido de enxofre, se alteraram e são muitas vezes inferiores ao regulamentado. A conclusão é que antes eram “valores altíssimos, no entanto agora são bastante mais baixos”, revela a investigadora.
 
Mas há outros motivos para esta diminuição. Há uns anos, o Seixal e o Barreiro tinham indústrias com um peso substancial na poluição do ar. “Neste momento todas as restrições e regulamentação ambiental modificaram a qualidade do ar para melhor ou bastante boa”, esclarece Cecilia Sérgio. Contudo, a investigadora aponta que também foram encontrados no local outro tipo de poluentes, como poeiras, que se instalaram em árvores e permitiram a permanência dos biomonitores. “Foram também detectadas muitas espécies que apareceram de novo, no entanto, isso nem sempre quer dizer que corresponde a muito boa qualidade do ar”, afirmou, salientando que estas alterações podem ocorrer pelo aumento de “compostos azotados ou outros factores ecológicos”.
 
Por isso, “será importante refazer este estudo com a mesma metodologia num futuro próximo para avaliar possíveis alterações”, alerta a Palmira Carvalho, destacando a emergência de se avaliar se novas políticas ambientais, como as relativas ao tráfego, foram eficazes ou não.
 
O estudo foi publicado na revista científica Ecological Indicators e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Os resultados foram recolhidos entre 1980-1981 e entre 2010-2011.
Texto editado por Ana Fernandes