sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Como seria o mundo actual sem humanos?

Green Savers, 21/08/2015
Se o mundo actual não tivesse humanos, ele pareceria o Serengeti, um ecossistema situado na África Oriental – norte da Tanzânia e sudoeste do Quénia – que abriga a maior migração animal do planeta e que é, de resto, uma das maravilhas do mundo natural.
 
Ou seja, num mundo sem o seu principal predador, os grandes mamíferos estariam distribuídos por todos os continentes e locais – e não apenas em África ou nas regiões montanhosas.
 
Segundo a Universidade de Aarhus, na Dinamarca, o norte da Europa seria povoado por lobos, alces, ursos mas também elefantes e rinocerontes. A pesquisa sugere ainda que o facto de o continente africano ter hoje uma grande densidade de mamíferos deve-se a actividades humanas anteriores e não a uma questão específica da sua biodiversidade.
 
“A Europa do Norte não é o único local em que os humanos reduziram a diversidade dos mamíferos – é um fenómeno global”, explicou o professor Jens-Christian. “Na maioria dos locais há um deficit muito grande de diversidade de mamíferos em relação ao que, naturalmente, seria”.
 
O actual mapa do mundo mostra que África é o único local com grande diversidade de grandes mamíferos. No entanto, um mapa hipotético sem humanos distribui os grandes mamíferos por todo o mundo. E revela, sobretudo, um grande número de mamíferos na América do Norte e do Sul – o que não acontece no mundo real.
 
“Há partes da América do Norte, como o Texas, e outras como a região entre o norte da Argentina e sul do Brasil [que teriam vários e grandes mamíferos]”, explicou Jens-Christian.
 
Por outras palavras: a existência de muitas espécies de mamíferos não se deve a um ambiente e clima óptico, mas sim o facto de este ser o único local do globo ontem estas ainda não foram erradicados pelos humanos.
 
“O grande nível de biodiversidade das regiões montanhosas deve-se, sobretudo, ao facto de as montanhas terem actuado como refúgio para as espécies, tendo em conta a caça e destruição de habitat. E não por ser um padrão natural”, explicou Soren Faurby, autor do estudo.
 
“Um exemplo, na Europa, é o urso castanho, que apenas vive nas regiões montanhosas porque foi exterminado das zonas mais acessíveis – e mais densamente povoadas – nas regiões mais baixas”, continuou.
O mapa mostra a variação do número de grandes mamíferos que teria ocorrido a cada 100 x 100 quilómetros. Os números da escala indicam o número de espécies.

As primeiras flores de Portugal são (também) as primeiras flores da Terra

Artigo de Teresa Firmino publicado pelo jornal Público em 21/08/2015
Nem sempre a Terra teve flores. Subitamente, elas apareceram – um mistério que Charles Darwin considerou “abominável”. Portugal tem estado a contribuir para o estudo das flores primitivas, graças à descoberta de fósseis de várias plantas novas para a ciência.
A flor do Kajanthus lusitanicus, com 110 milhões de anos: o seu interior visto num corte longitudinal graças a observações numa máquina de raios X intensos
Na palma da mão, é um ponto negro, indistinguível a olho nu. Já à lupa binocular, este pedaço de carvão, nem de um milímetro de comprimento, ganha formas. É uma flor, exemplar único, nova para a ciência. Esteve enterrada em argila durante 110 milhões de anos, até ter sido recolhida entre quilos de terra pelo investigador Mário Miguel Mendes perto da vila do Juncal, no concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria. Ela e os fósseis de outras três plantas, também classificadas entretanto como novidades científicas, enriquecem as colecções do jardim português do Cretácico, quando os dinossauros reinavam e as plantas com flor começavam a despontar na Terra.
 
Antes, uma breve história. Há cerca de 440 milhões de anos, ter-se-ão deslocado para terra firme, vindas do mar, as primeiras plantas. “Esses primeiros colonizadores terão sido algas verdes já extintas, que apresentavam semelhanças com os briófitos, grupo de plantas a que pertencem os musgos”, explica-nos o paleobotânico Mário Miguel Mendes, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve, em Faro, e do Museu Geológico, em Lisboa. “Para que as plantas pudessem conquistar o meio terrestre, tiveram de desenvolver estruturas que possibilitassem, por um lado, a obtenção de água e, por outro, reduzir a sua perda. Além disso, desenvolveram as raízes que fixavam a planta ao solo, absorvendo água necessária à sua manutenção, e os caules que suportam as folhas, órgãos fotossintéticos por excelência.”
 
Estavam ainda longe de ter flores, e os continentes onde viviam tinham uma configuração muito diferente da de hoje. A evolução tornou as plantas mais complexas, até aparecerem as gimnospérmicas, como as coníferas, em que as sementes não estão encerradas dentro de um fruto, de que são exemplo os pinheiros e os seus pinhões. “Há cerca de 320 milhões de anos, em Portugal formavam-se cordilheiras de montanhas com lagos envolvidos e habitados por vegetação rica e diversificada. Havia cavalinhas gigantes e plantas afins de licopódios e selaginelas actuais, mas de porte arbóreo, a par de coníferas que lembravam araucárias. Os fetos eram particularmente abundantes e diversificados”, conta Mário Miguel Mendes. “Esta vegetação desenvolvia-se em ambientes pantanosos, em clima húmido e relativamente quente das áreas próximas do equador da Terra de então. São desta altura muitos dos depósitos de carvão mundiais, inclusivamente em Portugal.”
 
Há cerca de 250 milhões de anos, os continentes anteriormente existentes já tinham colidido entre si e formado um só supercontinente, a Pangeia. Mas a tectónica é imparável e a fragmentação das placas ao longo da era Mesozóica – iniciada há 235 milhões de anos, no período do Triásico, e terminada com o Cretácico, entre há 145 e 65 milhões de anos –, colocou novos desafios às plantas terrestres. Se na Pangeia viviam sobre a influência de um clima continental, com a fragmentação das placas tectónicas as plantas tiveram de se adaptar a condições mais húmidas. “Esta interacção entre clima e fenómenos tectónicos ditou o aparecimento e a extinção de alguns grupos vegetais”, explica o paleobotânico.
 
“Há 225 milhões de anos, no Triásico, as plantas foram povoando as imensas áreas continentais semidesérticas, a partir da vizinhança de áreas lacustres. No Jurássico (200-145 milhões de anos), as coníferas dominavam a vegetação arbórea. Os fetos abundavam.”
 
Mas a Terra continuava sem flores. As primeiras plantas com flores, ou angiospérmicas, apareceram relativamente tarde na história do planeta – “apenas” há cerca de 130 milhões de anos, no início do Cretácico, como indicam os fósseis mais antigos. E as suas flores eram pequenas. E sem pétalas. Hoje, as angiospérmicas dominam a vegetação terrestre, ocupando quase todos os ecossistemas e representando mais de 85% das espécies vegetais vivas.
 
“O aparecimento súbito destas plantas no Cretácico Inferior sempre intrigou os cientistas. Charles Darwin referia-se a este súbito evento evolutivo que provocou alterações profundas em todos os ecossistemas terrestres como um ‘ mistério abominável’. Aparentemente, o seu desenvolvimento foi feito a par da evolução dos insectos e a sua enorme diversificação terá resultado do êxito adaptativo das suas inovações evolutivas. Mas muitos aspectos relacionados com as condições paleoambientais que presidiram à proliferação das angiospérmicas continuam por esclarecer”, diz Mário Miguel Mendes.
Portugal tem contribuído para a reconstituição desta história do nosso planeta. Tal como nos Estados Unidos, na China e em Espanha, em Portugal encontram-se os fósseis de plantas com flores mais antigos do mundo. São de flores, sementes e frutos, com cerca de 125 milhões de anos, recolhidos em Torres Vedras pela dinamarquesa Else Marie Friis, uma das maiores especialistas em angiospérmicas. Por exemplo, identificou pólenes (que só existem quando há flores) de um género e espécie novos – a Mayoa portugallica, descrita em 2004.
 
Em Torres Vedras, Mário Miguel Mendes também recolheu pólenes (de Pennipollis, por exemplo), sementes e frutos, nos depósitos com 125 milhões de anos. E na praia do Porto da Calada, perto da Ericeira, há ainda registo de um grão de pólen com 139 milhões de anos (atribuído à espécie Clavatipollenites hughesii).
 
Há ainda os restos de plantas com flores de uma jazida perto de Cercal, no concelho de Cadaval, com cerca de 120 milhões de anos. Ainda que seja agora dúbio que sejam de angiospérmicas, estes restos foram famosos em tempos. Em 1894, foram estudados por um francês apaixonado pela botânica e pela paleobotânica, o marquês Louis Charles Gaston de Saporta. O geólogo português Carlos Teixeira voltou a essas plantas em 1948, nas Memórias dos Serviços Geológicos de Portugal, frisando que o jazigo onde se descobriram ficou célebre: “Não há livro de paleobotânica que não o mencione. E com razão, pois procedem dali os mais antigos restos de dicotiledóneas [um grupo de angiospérmicas], até hoje, na Europa”, escrevia, na época.
 
Remexendo os sedimentos…
Mário Miguel Mendes, de 40 anos, e os seus colegas têm continuado o estudo das angiospérmicas primitivas do país. Nos últimos tempos, anunciaram a descoberta de algumas preciosidades floridas do Cretácico português, na revista científica Grana. Uma delas é precisamente a angiospérmica, de exemplar único, preservada na argila perto da vila do Juncal, que Mário Miguel Mendes encontrou por volta de 2008.
 
A equipa classificou-a como um género e uma espécie novos para a ciência. Chamou-lhe Kajanthus lusitanicus, em que o género (a primeira palavra) é a derivação do nome de Kaj Raunsgaard Pedersen, em homenagem a este investigador emérito da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, também estudioso de plantas fossilizadas e que vive com Else Marie Friis. E o segundo nome científico, que, em conjunto com o primeiro, designa a espécie, remete visivelmente para o país de origem do fóssil.
 
O paleobotânico português costuma procurar fósseis de plantas onde as empresas de cerâmica extraem argila para o fabrico de tijolos ou telhas – os barreiros. Percorre esses terrenos argilosos, dispostos em vários níveis, e geralmente o resultado dessas incursões traduz-se em sacos com quilos de argila etiquetados. “Cada amostra deve ter aí uns 15 quilos.”
 
Os níveis escuros do terreno argiloso têm restos de vegetais fossilizados e são justamente esses que interessam ao paleobotânico, porque pode lá haver fósseis de plantas. E que, ao mesmo tempo, não interessam às empresas de cerâmica, porque os restos vegetais, ao arderem durante a cozedura da argila, deixam as telhas e os tijolos esburacados.
 
O que veio a ser descrito como a Kajanthus lusitanicus estava em argilas cinzento-escuras no barreiro do Chicalhão, no Juncal. “As condições de fossilização têm de ser as adequadas: estas peças têm de ficar imediatamente protegidas dos agentes de decomposição e degradação, para ficarem conservadas nas melhores condições. Neste caso, ficaram preservadas em argilas”, refere Mário Miguel Mendes.
 
“A flor está incarbonizada, que é um processo de fossilização”, acrescenta o investigador sobre esse processo que consiste no enriquecimento relativo de carbono à custa da libertação gradual dos componentes voláteis e das moléculas orgânicas da planta.
 
Uma vez no laboratório, a argila é lavada num crivo, ficando retidos só os carvões e alguns sedimentos. “O material que fica no crivo é seco e visto à lupa binocular. Tudo o que tiver formas aparentemente identificáveis é colocado à parte”, conta. “Na lupa, vê-se logo se temos sementes, frutos, flores... Mas se as flores tiverem pólenes ‘in situ’, isso só consigo ver no microscópio electrónico.” Nem é possível identificar, nesta fase, o tipo de planta a que pertence uma flor.
 
Sendo promissor, o fóssil da Kajanthus lusitanicus seguiu para observações pormenorizadas no microscópio electrónico de varrimento, já no Museu Sueco de História Natural, em Estocolmo. Aí, Mário Miguel Mendes trabalhou com Else Marie Friis, que co-orientou a sua tese de doutoramento com o paleobotânico João Pais, da Universidade Nova de Lisboa, outro dos autores do artigo da Kajanthus lusitanicus. “Nesse dia, tínhamos visto muito material – flores, sementes e frutos –, já estávamos os dois cansados. Olhei para a flor e pensei: ‘Esta flor diz-me qualquer coisa.’ Sobretudo por causa da disposição dos estames e dos carpelos.”
 
Mas como tinham tirado poucas fotografias da flor, Mário Miguel Mendes quis observá-la de novo no microscópio electrónico. “Tinha ficado intrigado com ela.” Uns dias mais tarde, quando o microscópio ficou finalmente disponível outra vez, ainda que muito cedo, às seis da manhã, pôde observá-la em várias perspectivas. “Vi que tínhamos uma coisa nova. Quando mostrei a fotografia à professora Friis, ela disse: ‘Nunca vi isso!’”
 
A singularidade desta flor de carvão do Cretácico tornou-se ainda mais evidente quando as suas estruturas internas puderam ser observadas, nomeadamente os óvulos, sem que fosse destruída. Para tal, a flor viajou até à Suíça, ao Instituto Paul Scherrer, em Villigen, onde foi submetida a raios X intensos (numa máquina chamada “sincrotrão”).
 
O que tinha de especial esta flor portuguesa? A resposta científica está no artigo da equipa: a planta que deu essa flor é muito parecida com uma espécie actualmente endémica da China, a Sinofranchetia chinensis. Além disso, é o membro mais antigo da família Lardizabalaceae, pelo que está na base da linhagem da evolução das angiospérmicas. Que aspecto teria esta planta, que era terrestre? “Não me atrevo a dizer. Não encontrámos o resto da planta. Não sabemos como eram as folhas, os caules…”, responde. “Actualmente, a Sinofranchetia chinensis é uma planta trepadeira.”
 
E se procurarmos uma resposta literária, Antoine de Saint-Exupéry deu-nos uma n'O Principezinho. “E se eu, eu que aqui estou à tua frente, conhecer uma flor única no mundo, uma flor que não existe em mais lado nenhum senão no meu planeta, mas que, numa manhã qualquer, uma ovelha pode reduzir a nada num instante, assim sem dar sequer pelo que está a fazer, isso também não tem importância nenhuma?”, diz o principezinho, que vivia num asteróide com os seus vulcões em miniatura e a sua rosa vermelha, irritado com o amigo que encontrou na Terra. “Amar uma flor de que só há um exemplar em milhões e milhões de estrelas basta para uma pessoa se sentir feliz quando olha para o céu. Porque pensa: ‘Ali está ela, algures lá no alto…’ Mas se a ovelha comer a flor, para essa pessoa é como se as estrelas se apagassem todas de repente! Mas isso também não tem importância nenhuma, pois não?”
 
…Na Bacia Lusitaniana
Ao artigo na “Grana” sobre a Kajanthus lusitanicus, seguiu-se agora outro na mesma revista, no qual a equipa descreve de uma assentada três novas espécies de angiospérmicas, todas terrestres também, incluídas no que é descrito também como um género novo. O género é o Canrightiopsis, e as três espécies são a Canrightiopsis dinisii, a Canrightiopsis intermedia e a Canrightiopsis crassitesta, igualmente com 110 milhões de anos. “Até agora, o Canrightiopsis é conhecido apenas em Portugal”, diz o novo artigo.
 
Na análise das características destas plantas, vasculhadas novamente no microscópio electrónico de varrimento e no sincrotrão do Instituto Paul Scherrer, a equipa pôde determinar a existência de uma relação evolutiva entre o novo género e um género mais antigo e, ainda, com outros géneros actualmente existentes. “O novo género estabelece a ligação entre o género extinto Canrightia e os géneros da flora moderna Chloranthus, Ascarina e Sarcandra”, sublinha o cientista.
 
E com uma das novas plantas presta-se uma homenagem muito especial. A equipa quis dedicar a Canrightiopsis dinisii a Jorge Dinis, investigador da Universidade de Coimbra que em Setembro de 2013 teve um acidente de viação. “Um camião em contramão deixou-o em coma. Até hoje, o meu colega não consegue andar e não recuperou a fala”, diz Mário Miguel Mendes.
 
No caso das três novas espécies, não há um só exemplar, como no Kajanthus lusitanicus. A sua descrição baseou-se em quase 1000 espécimes de frutos, sementes e grãos de pólenes. “A maior parte dos espécimes é de Famalicão, onde cerca de 650 já foram separados dos resíduos orgânicos”, relata o segundo artigo na Grana.
 
Muitos dos 1000 exemplares, só agora descritos na literatura científica, foram apanhados por Else Marie Friis ainda na década de 1990, calcorreando Portugal, e encontram-se no Museu Sueco de História Natural. Mas o Kajanthus lusitanicus e o Canrightiopsis dinisii, por exemplo, ficaram no Museu Geológico de Lisboa.
 
Além de Famalicão e do Chicalhão, os cerca de 1000 exemplares (também incarbonizados) foram recuperados em Arazede, Buarcos, Catefica, Vale de Água e Vila Verde. Excepto em Catefica, estavam todos em barreiros, alguns entretanto desactivados. Nestes sete locais há depósitos da Bacia Lusitaniana, que começou a formar-se há 150 milhões de anos, quando se iniciou o afastamento entre as massas continentais da Europa e da América do Norte e, no meio delas, ia nascendo o Atlântico Norte.
 
A Bacia Lusitaniana tinha então águas pouco profundas e zonas costeiras pantanosas. Com o passar do tempo, a água foi secando e a bacia foi sendo preenchida por depósitos continentais – onde estavam as quatro novas espécies de angiospérmicas descritas recentemente na Grana e classificadas dentro dos dois novos géneros –, localizados agora na faixa Oeste da Península Ibérica, indo do Norte de Aveiro até à Península de Setúbal.
 
O estudo dos restos vegetais portugueses faz parte do projecto CretaCarbo – iniciado em 2009, e coordenado, desde o acidente de Jorge Dinis, por Luís Duarte, também da Universidade de Coimbra, com o objectivo de desvendar os mistérios da evolução e da ecologia das angiospérmicas. “Na Bacia Lusitaniana, temos o Cretácico bem representado, por isso podemos acompanhar a evolução florística desde o Cretácico Inferior, onde dominavam os fetos e as gimnospérmicas, até ao Cretácico Superior, onde passaram a dominar as plantas com flores”, diz Mário Miguel Mendes. “Tem de haver algo que explique por que é que, de repente, as angiospérmicas passaram a dominar toda a flora fóssil. As condições climáticas estão relacionadas com isso. A Terra era mais quente do que actualmente.”
 
Assim, através da composição da flora, a equipa procura compreender que condições climáticas permitiram a explosão das plantas com flores, na transição do Cretácico Inferior para o Cretácico Superior. Portanto, há cerca de 99 milhões de anos o planeta tornava-se ainda mais florido.
 
Especulando, será que essas flores já perfumariam a Terra? “É possível que sim, porque algumas, para a polinização por acção dos insectos, teriam de ter alguma coisa que os atraísse.”

 

sábado, 15 de agosto de 2015

Diabetes reduz fertilidade masculina

Escrito por Inspire Saúde - 12/08/2015
Um estudo desenvolvido por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra revela que a diabetes pode contribuir para a infertilidade masculina.
Os níveis elevados de açúcar não têm efeito direto nos espermatozoides, mas poderão comprometer a produção de esperma, contribuindo assim para a infertilidade masculina, conclui um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC).
O elevado nível de açúcar no sangue (a hiperglicemia) “desempenha um papel importante, mas não decisivo, na disfunção do espermatozoide maduro”, explica Sandra Amaral, líder do estudo, no comunicado enviado à comunicação social.
Fruto de uma investigação de vários anos, o estudo agora publicado na revista científica Human Reproduction realizou-se num sistema “in vitro”, possibilitando controlar e identificar todas as condições às quais os espermatozoides são expostos, refere a UC. De acordo com a Universidade de Coimbra, este estudo é inovador, por “avaliar vários parâmetros de funcionalidade espermática, que não são usualmente avaliados", mas que "fornecem informação muito mais detalhada sobre esta célula tão particular”.
Apesar de a diabetes ser uma doença multifatorial, Sandra Amaral defende que “existem várias indicações de que a hiperglicemia será o principal promotor das alterações promovidas pela doença”. No entanto, a equipa de investigadores não exclui a “possibilidade do envolvimento de outros fatores, como o stress oxidativo ou processos inflamatórios que, conjuntamente com a hiperglicemia, poderão ter efeitos igualmente nefastos nos espermatozoides”, reconhece a líder do estudo.
Sandra Amaral espera que este seja um passo para ajudar quem sofre de uma doença que atinge já um milhão de portugueses e que surge cada vez mais em pessoas mais novas.

O que os olhos podem dizer sobre a sua saúde

msn saúde e bem estar - 15/08/2015
“Só de olhar para os olhos de alguém, conseguimos ver artérias, veias e nervos, que são um reflexo do que se passa no resto do corpo”, diz o médico especialista da retina Rahul Khurana, à publicação Prevention.
 
Eis alguns problemas de saúde importantes que os seus olhos podem sinalizar:
 
Está muito stressado. Sente a visão turva quando trabalha até tarde? A culpa pode não ser das horas que passa ao computador. O stress tem sido associado à acumulação de fluido sob a retina, o que resulta em visão turva.
 
Tem a tensão alta. A hipertensão é um problema de saúde silencioso que pode gerar problemas cardiovasculares e até levar à morte. Os seus sintomas não são visíveis mas os olhos podem revelar este problema. A tensão arterial alta podem gerar alterações nos sanguíneos da retina, fazendo com que fiquem inflamados ou mais estreitos. O oftalmologista pode notar este problema e direcioná-lo para um cardiologista.
 
Está a sofrer de uma inflamação. Ao acordar doem-lhe os olhos ou tem um derrame nos olhos há uma semana mas tem dormido oito horas todas as noites e evitado o álcool? Estes sintomas podem ser sinal de uma inflamação no olho ou noutra parte do corpo. Estes sintomas são marcadores de doenças como psoríase, artrite reumatoide ou até doença de Crohn. Deve consultar um médico.
 
A sua tiroide está instável. Tem os olhos esbugalhados ou inchados? Este sintoma pode ser um sinal de que a tiroide está a produzir hormonas que atacam os músculos e os tecidos dentro da órbita do olho. Esta condição chamada hipertiroidismo afeta muito mais mulheres do que homens. Fale com o seu médico de família para verificar os níveis da sua tiroide.
 
Tem diabetes. Um simples exame aos olhos pode alertá-lo para o problema da diabetes que afeta tantas pessoas em todo o mundo. Os altos níveis de açúcar no sangue podem manifestar-se em várias partes do olho e a diabetes é uma condição que pode até levar a perda de visão. Mas, se for detetada a tempo pode controlar o seu progresso. Mantenha os níveis de açúcar no sangue sob controlo e consulte um oftalmologista.

O que as mulheres podem fazer para atrasar a menopausa

msn saúde e bem-estar - 15/08/2015
Para muitas mulheres a menstruação é um enorme incómodo. Mas ficar sem período menstrual antes dos 40 anos também não é das melhores experiências.
 
“A menopausa precoce não é um processo biológico natural, mas sim patológico”, destaca Santiago Palacios, diretor do Instituto Palacios Salud de la Mujer, ao El País.
 
Entre muitas coisas, a perda de estrogénio (hormona feminina) afeta a pele e a sexualidade e aumenta o risco de desenvolver problemas cardiovasculares e osteoporose, como destaca o especialista. Tem um grande impacto na qualidade de vida mas também pode ‘ameaçar’ a saúde.
 
As mulheres europeias entram na menopausa entre os 45 e os 55 anos, mas a média é aos 51 anos. Para conseguir que a menopausa não chegue antes desta ideia há mudanças no estilo de vida que pode adotar.
 
1. Deixe de fumar. “Fumar mais de 15 cigarros diariamente antecipa a última menstruação cerca de dois anos”, destaca Rafael Sánchez Borrego, diretor médico da Diatros Clínica de Atención a la Mujer.
 
2. Caminhe e apanhe sol com proteção. O défice de vitamina D, que se sintetiza através da exposição aos raios solares, está por trás da antecipação da menopausa em algumas mulheres, como aponta um estudo da Universidade de Massachusetts. Por isso caminhe durante o dia e aproveite para apanhar um pouco de sol, mas não se esqueça de aplicar protetor solar.
 
3. Não coma muito atum ou peixe-espada. A Sociedade Americana da Menopausa alerta sobre os possíveis efeitos da contaminação destes peixe azul de grande porte pelos compostos dos plásticos que não se degradam e passam para o peixe. Um dos efeitos é que interfere com as hormonas acelerando a menopausa.
 
4. Adote uma dieta saudável. Apesar de não existirem provas concretas, especialistas como o Dr. Palacios sugerem que é a adoção de hábitos saudáveis que tem influenciado o facto de as mulheres entrarem em menopausa cada vez mais tarde.

 

Cinco alimentos que ajudam a manter a massa muscular

msn saúde e bem-estar - 15/07/2015
Para promover o ganho de massa muscular é importante consumir proteínas, hidratos de carbono, gorduras boas e vitaminas.
 
A revista Cláudia reuniu cinco alimentos que deve incluir na dieta para ajudar a manter uma boa forma física.
Ovo. Contém albumina, proteína que contribui para a recuperação das fibras musculares. Também possui leucina, um aminoácido que ajuda a evitar a perda de massa muscular. A gema é rica em vitamina E e em glutationa, contém a vitamina B12, que ajuda a quebrar as células de gordura. A mesma revista recomenda o consumo de um ovo por dia ou a cada dois dias.
 
Batata-doce. Este tipo de batata é um hidrato de carbono de fácil digestão e é uma boa fonte de fibras, que ajudam a prolongar a sensação de saciedade. Contém betacaroteno, fonte de vitamina A e de antioxidantes, e vitamina K, que ajuda a controlar a retenção de líquidos no corpo.
 
Banana. Este é um hidrato de carbono complexo que ajuda a manter os níveis de glicose, que melhora o desempenho durante o exercício. A banana também é rica em potássio, que atua no processo de contração muscular e ajuda a evitar as caibras. Pode comer uma por dia antes ou depois do treino.
 
Quinoa. É um hidrato de carbono rico em proteínas. Cada grão contém aminoácidos essenciais. Este alimento tem pouca gordura e não contém açúcar.
 
Frango. Uma ótima fonte de proteína que contém ainda vitaminas B e zinco, que reforça a imunidade. Mas, claro, não se esqueça de não comer a pele.

Os mitos mais prejudiciais sobre a higiene oral

msn saúde e bem-estar - 15/07/2015
As más práticas baseadas em mitos e a ausência de higiene correta podem provocar erosão dental e aumentar o risco de cáries, gengivites e até doenças periodontais.
 
De acordo com o estudo Com Salud, como reporta o ABC, estas são as falsas crenças sobre os dentes mais prejudiciais para a saúde oral.
 
Branqueamento com bicarbonato de sódio e limão. “O ácido cítrico do limão debilita o esmalte, a parte externa do dente, enquanto o bicarbonato de sódio é um abrasivo que se vai aproveitar dessa erosão para eliminar as primeiras camadas da superfície do dente”, alerta Rodrigo Martínez Orcajo, diretor do Instituto Dental ImplanT.
 
Não lavar os dentes de leite. Uma cárie num dente de leite pode doer “tanto como num dente definitivo” porque também têm nervo, explica o doutor. Além disso, alerta que as infeções que podem surgir nos dentes de leite podem chegar aos dentes definitivos. Por isso, é fundamental fazer a higiene oral desde a infância.
 
Os dentes são responsáveis pelo mau hálito. O mau hálito deve-se às bactérias que se encontram na boca devido a uma higiene oral incorreta e devido a problemas gastrointestinais, explica o especialista.
 
A escova elétrica é melhor do que a manual. “Ambas as escovas são igualmente boas desde que se utilize a técnica correta”, comenta Rodrigo Martínez Orcajo. O especialista recomenda as escovas suaves e sublinha que mascar pastilha não substitui a lavagem dos dentes e a utilização de fio dental.
 
É normal que as gengivas sangrem durante a escovagem. “A causa mais frequente do sangramento das gengivas é a acumulação de bactérias”, afirma o doutor. Por isso, recomenda que se escovem os dentes e se use fio dental com frequência.
 
Só ir ao dentista quando lhe dói um dente. O especialista aconselha que se visite o dentista de meio em meio ano, no máximo uma vez por ano, para fazer um check-up e aconselhar-se a tomar medidas preventivas. É importante atuar mal as cáries comecem a aparecer é essencial para manter os seus dentes, fazer uma limpeza profissional também contribui para a saúde dos dentes e das gengivas.