domingo, 21 de junho de 2015

Cirurgia revolucionária cura diabetes tipo 2

Publicado por Green Savers em 21/06/2015
Um médico espanhol conseguiu reverter a diabetes tipo 2 em milhares de pacientes obesos, através de uma cirurgia revolucionária que vem trazer uma nova esperança para os 382 milhões de pessoas que sofrem desta doença em todo o mundo. A técnica foi desenvolvida por Carlos Ballesta, médico do Hospital Ruber Internacional, em Madrid.
 
Os especialistas calculam que a doença afecte entre 250.000 a 500.000 portugueses, avança o agregador O Meu Bem Estar, mas muitos deles ainda estão por diagnosticar. Apesar dos avanços da investigação científica, estilos de vida mais sedentários e má alimentação contribuem para a proliferação da doença, principalmente no mundo ocidental.
Enquanto tratava os seus pacientes obesos, Carlos Ballesta, chefe da Unidade de Obesidade e Diabetes do referido hospital, descobriu que a cirurgia de redução de apetite desenvolvida por si permitia também reverter o problema da diabetes. Ao contrário do “bypass” gástrico tradicional, a técnica de Ballesta, chamada de cirurgia metabólica, actua na zona do intestino que está ligada ao cólon, onde actuam as hormonas que metabolizam a insulina. A taxa de sucesso da intervenção ronda os 97%, escreve o jornal espanhol ABC.
“Os resultados da cirurgia implementada são extraordinários”, refe o médico ao jornal. A intervenção é pouco invasiva, pois é feita através de laparoscopia, e não deixa cicatrizes no paciente. Como tal, é considerada uma operação de baixo risco e o paciente pode ter alta nas 48 a 72 horas seguintes.
A cirurgia só pode, no entanto, ser aplicada em pacientes com excesso de peso. “Todas as pessoas que tenham um Índice de Massa Corporal superior a 35 ou que apresentem um excesso de peso de cerca de 30 quilos e que sejam diabéticas, hipertensas ou sofram de alguma patologia relacionada com o excesso de peso, como por exemplo hérnias discais, são indicadas para esta cirurgia”, explica Carlos Ballesta.
Desde que desenvolveu a técnica, Ballesta já operou mais de 3.000 diabéticos em toda a Espanha.

sábado, 6 de junho de 2015

Alterações climáticas estão a potenciar uma “nova era” no Árctico

Publicado por Green Savers em 27/05/2015
Uma mudança na camada de gelo permanente em que a camada mais fina desaparece no verão tem grandes implicações no ambiente. É por isso que os investigadores do Instituto Polar Norueguês defendem que o Oceano Árctico está a entrar numa “nova era” com as alterações climáticas.
 
A 25 de Fevereiro deste ano, a superfície gelada do Oceano Árctico registou um mínimo histórico. Desde 2002 que o tamanho do manto gelado de inverno do Árctico tem vindo a diminuir. Em 2013 aumentou ligeiramente, mas em 2014 voltou a diminuir. Os cientistas não sabem ao certo o que causa estas variações dramáticas, mas sabem que a tendência é para que o manto de inverno continue a diminuir de ano para ano.
 
Perante as alterações extremas que começam a acontecer nos pólos, esta equipa de cientistas noruegueses quer perceber quais as reais implicações para o ambiente, já que se pode tratar de uma reacção em cadeia.
 
A bordo do navio científico “Lance”, a equipa do Instituto Polar Norueguês começou já a monitorizar estas alterações. No último inverno, a expedição conseguiu chegar a cerca de 800 quilómetros do Pólo Norte nos meses mais frios. Segundo explica o director da instituição norueguesa, Jan-Gunnar Winther, à BBC, é através das medições do gelo durante o inverno que se podem retirar conclusões e definir cenários futuros.
 
“Não temos quase nenhuns dados sobre o Oceano Árctico no inverno – com algumas excepções -, por isso esta informação é muito importante para percebermos o processo de congelamento do gelo no início do inverno e também aqui estaremos quando começar a derreter no verão”, afirma Jan-Gunnar Winther.
 
Recolher dados sobre as condições do gelo vai permitir melhorar os modelos climáticos o que, por sua vez, ajudará a minimizar a margem de erro das projecções sobre as alterações climáticas.

domingo, 10 de maio de 2015

Onde se cultiva milho transgénico em Portugal?

Publicado por Green Savers em 07/05/2015
A Plataforma Transgénicos Fora disponibilizou hoje o mapa com a identificação e localização dos campos onde se cultiva milho transgénico em Portugal – é a primeira vez, em 10 anos, que se conhece esta lista, completa com nomes, moradas e áreas de exploração agrícola para o milho transgénico.
 
Segundo a plataforma, o Ministério da Agricultura recolhe anualmente esta informação, desde que se iniciou o cultivo continuado de OGM (organismos geneticamente modificados), mas só “divulga dados muito incompletos e tem vedado o acesso do público às localizações exactas dos terrenos”. Assim, “foram precisas cinco acções em tribunal para obter os dados completos de 2005 até 2014”
 
No mapa agora divulgado é possível consultar, para os anos de 2013 e 2014, os nomes, moradas e áreas das explorações agrícolas que adoptaram o milho transgénico, entre outras informações. “Estes dados são fundamentais para a detecção precoce de eventuais problemas e é precisamente por isso que a legislação europeia e nacional prevê a sua divulgação”, explica a plataforma.
 
No caso da saúde, continua a associação, “não pode excluir-se a possibilidade, por exemplo, de alergias ao pólen transgénico para quem viva em zonas circundantes”. “Uma publicação científica veio precisamente alertar para as alterações comportamentais em milho geneticamente modificado cultivado em diferentes condições, o que abre a porta a impactos locais diferenciados”.
 
Já em termos ambientais, não seria a primeira vez que se “encontrariam impactos negativos em espécies não alvo do ecossistema agrícola”. “Este aspecto é tanto mais importante quanto se sabe agora que a Monsanto, detentora da única autorização para cultivo de milho transgénico na União Europeia, não cumpre a legislação em vigor quanto à monitorização ecológica de risco, uma acusação recentemente publicada pela própria EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar”.
 
Recorde-se que Portugal tem votado a favor dos pedidos de introdução de novos transgénicos e, junto com a Espanha e República Checa, é dos únicos países onde ainda se cultivam transgénicos na UE.

sábado, 9 de maio de 2015

EUA: Yellowstone tem um reservatório subterrâneo de magma maior do que se pensava

Publicado por Green Savers em 01/05/2015
No coração do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, existe um supervulcão subterrâneo que liberta cerca de 45.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por dia. Mas a câmara magmática deste vulcão não é suficientemente grande para produzir tais níveis de CO2 e há anos que os cientistas procuravam por uma fonte vulcânica alternativa.
 
Agora, através da monitorização das ondas sísmicas, uma equipa de geofísicos descobriu uma enorme câmara secundária a uma profundidade maior que a câmara primária. Este outro reservatório tem rocha parcialmente fundida no seu interior, em quantidade suficiente para encher o Grand Canyon 11 vezes.
 
Esta câmara secundária encontra-se localizada imediatamente abaixo da câmara primária, a uma profundidade entre os 19 e 45 quilómetros, sendo 4,5 vezes maior que o reservatório primário, com uma capacidade de 46.000 quilómetros cúbicos. Para descobrir este último reservatório, os investigadores da Universidade do Utah monitorizaram ondas sísmicas provenientes de 5.000 pequenos sismos, decorrentes da actividade vulcânica subterrânea. O estudo foi ainda capaz de criar uma imagem tridimensional do sistema vulcânico de Yellowstone.
 
Os investigadores descobriram ainda que a câmara secundária, tal como o reservatório primário, não tem rocha completamente fundida no seu interior. A câmara primária tem apenas 2% de material líquido e o conteúdo tem um alto teor de ferro e magnésio. O reservatório secundário é composto por 9% de material líquido rico em silício.
 
“Este reservatório de magma tem um volume 4,5 vezes maior à câmara superior e estes novos dados são cruciais para perceber a evolução do vulcanismo basáltico-riolítico e para explicar a magnitude das emissões de CO2 do solo”, lê-se no estudo, cita o Daily Mail.
 
Apesar da descoberta desta nova câmara, os autores do estudo asseguram que a probabilidade de erupção não aumenta – uma em 700.000 por ano. O estudo indica ainda que terá sido a câmara magmática superior a responsável por alimentar três das erupções em Yellowstone, há dois milhões, 1,2 milhões e 640.000 anos atrás.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Monte Tambora explodiu há 200 anos

Publicado por Green Savers em 06/04/2015
Há 200 anos, na ilha de Sumbawa, Indonésia, a erupção do monte Tambora mudou para sempre a História do mundo. Apesar de esquecido nos dias que correm, o fenómeno foi o mais violento de sempre do género – e erupção foi quatro vezes maior que a do Krakatoa, em 1883, e 10 vezes a do Monte Pinatubo, em 1991 – e foi ouvido a 2.600 quilómetros de distância. Em Singapura, reza a lenda, pensou estar-se a ouvir o som de canhões a disparar.
 
Segundo os relatos da época, milhares de pessoas morreram na hora e estima-se que outras 40.000 terão falecido devido à fome e doenças associadas ao Tambora, nos meses seguintes.
 
No entanto, as consequências do Tambora foram ainda mais vastas. A quantidade de cinzas e dióxido de enxofre enviada para a atmosfera foi tal – a 43 km/h – que o sol ficou bloqueado e as temperaturas globais diminuiram entre 2ºC a 3ºC. O ano seguinte, 1816, foi o mais frio desde o século XV e, como consequência, as culturas foram escassas, o que provocou fome e violência, doenças e rios gelados.
 
A milhares de quilómetros de Tambora, pessoas migravam para outros lugares para fugir à fome – o estado norte-americano do Vermont perdeu 15.000 pessoas, naquele que foi considerado o Ano sem Verão. E em Nova Inglaterra, as pessoas sobreviveram a 1816 e 1817 a comer ouriços e plantas.
 
Em todo o mundo, as culturas agrícolas colapsaram e o gado morreu – terá sido, inclusive, o pior momento de fome de todo o século XIX. Depois da erupção, a montanha do vulcão ficou com metade da altura anterior e formou-se uma enorme caldeira, que hoje tem um lago.
 
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cientistas chineses produzem próteses dentárias a partir de urina humana

Publicado por Green Savers em 06/01/2015
Ao longo dos anos, os cientistas têm criado próteses dentárias dos mais diversos materiais – desde dentes feitos a partir de ossos de animais a dentes de madeira ou ouro. Agora, um grupo de cientistas chineses revelou que conseguiu criar, com sucesso, um “dente rudimentar” a partir de um material pouco provável e agradável: urina humana.
 
De acordo com a investigação, publicada no Cell Regeneration Journal, a estrutura dentária foi criada a partir de células estaminais recolhidas da urina humana. Embora a descoberta possa vir a revolucionar a indústria das próteses dentárias, a comunidade científica que trabalha com células estaminais acredita que a nova técnica tem ainda muitos obstáculos para ultrapassar.
 
Para a criação do implante, os cientistas chineses, dos Institutos de Saúde e Biomedicina de Guangzhou, utilizaram a urina humana, que normalmente possui células excretadas pelo corpo, mas que em laboratório podem ser transformadas em células estaminais. Estas células são depois misturadas com material orgânico para criar dentes. Segundo escreve a BBC, os dentes artificiais criados a partir da urina não são tão duros como os dentes naturais. Apesar do avanço, o estudo foi já bastante criticado pela comunidade científica internacional.
 
Chris Mason, cientista que trabalha com células estaminais na University College of London, indicou à cadeia britânica que a urina era um ponto de partir fraco e que era “provavelmente uma das piores fontes [para células estaminais] ”. “Existem muito poucas células [na urina] e a eficiência de as tornar em células estaminais é bastante baixa. O procedimento não deve ser este”, explicou o investigador britânico.

Nova espécie de esponja marinha descoberta em águas portuguesas

Publicado por Green Savers em 06/01/2015
Um grupo internacional de cientistas descobriu uma nova espécie de esponja marinha em algumas zonas do Mediterrâneo e do Atlântico, nomeadamente nas montanhas submarinas de Gorringe, em águas portuguesas. A nova espécie trata-se de uma esponja-de-cristal e representa uma descoberta importante, já que a nova espécie é uma importante fonte de silício, um dos nutrientes essenciais para a sobrevivência dos ecossistemas marinhos.
 
A investigação, desenvolvida por cientistas de França, Canadá e Espanha, aponta para a existência da nova espécie de esponja nos desfiladeiros marinhos de Córsega, em montanhas do Mar de Alborán e no Atlântico e nas elevações submarinas conhecidas como Banco de Gorringe, localizadas a sudoeste de Portugal, a cerca de 200 quilómetros do Cabo de São Vicente.
 
Segundo informa a organização internacional Oceana, a nova espécie foi baptizada de Sympagella delauzei. A esponja mede entre oito e 14 centímetros, incluindo o pedúnculo, e pode ser encontrada a profundidades entre os 350 e 500 metros.
 
O trabalho foi publicado no Journal of the Marine Biological Association do Reino Unido e aponta ainda para a possibilidade da existência da nova esponja em outras áreas geográficas, como o norte de África ou a Macaronésia e revê a distribuição mediterrânica de cerca de uma dezena de espécies, nomeadamente algumas com mais de um metro de altura.
 
“Estas descobertas, junto com a revisão de espécies de esponjas cristal do Mediterrâneo, indicam-nos que há que ter em conta este mar no momento de proteger as agregações de esponjas”, indica Ricardo Aguilar, director de investigação da Oceana e co-autor do estudo. “Estudos prévios demonstraram que as esponjas de cristal são uma fonte muito importante de silício, um dos nutrientes básicos para os oceanos”, acrescenta o investigador.
 
Até agora, a comunidade científica acreditava que o Mediterrâneo não era um local propício para a presença de esponjas cristal, já que estes seres preferem águas mais frias, tornando-as presença habitual em águas polares ou em grandes profundidades marinhas.
 
O trabalho resulta da colaboração de investigadores do Instituto Mediterrâneo de Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira de Marselha, da Universidade de Victória, do Canadá, e da Oceana.