domingo, 21 de junho de 2015

Sistema de limpeza dos oceanos vai começar a operar em 2016

Publicado por Green Savers em 05/06/2015
Um sistema inovador desenvolvido por um jovem holandês de 20 anos vai começar a limpar os detritos de plástico que existem nos oceanos já em 2016. O projecto chama-se “The Ocean Cleanup” e é da responsabilidade de Boyan Slat. Segundo o próprio, o sistema vai começar já a operar no próximo ano ao largo da costa da ilha de Tsushima, entre as águas do Japão e da Coreia do Sul.
 
Boyan Slat começou a desenvolveu o mecanismo em 2013, tendo contado posteriormente com o apoio de uma vasta equipa de engenheiros e cientistas. O Ocean Cleanup consiste numa plataforma flutuante que se move pelo oceano e aproveita as principais correntes marítimas para concentrar os detritos de plástico para posterior recolha. O sistema permite armazenar até 3.000 metros cúbicos de plástico de cada vez – o que equivale a uma piscina olímpica – num único local.
 
Segundo o jovem, o Ocean Cleanup é uma plataforma completamente auto-sustentável, que combina as tecnologias com o ambiente e que se alimenta através de sistemas de produção de energia solar e da força das correntes marinhas, escreve o City Metric.
 
Neste primeiro lançamento de 2016, a plataforma deverá limpar uma extensão de cerca de 2.000 metros de oceano, prevendo-se que fique em funcionamento pelo menos dois anos naquele local.
Nos próximos cinco anos, Slat ambiciona conseguir estender o alcance da plataforma até aos mil quilómetros para limpar cerca de metade da grande ilha de lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia, onde ao longo dos anos se tem vindo a acumular uma grande massa de plástico flutuante.

Borracha geradora de energia pode carregar gadgets a curto prazo

Publicado por Green Savers em 11/06/2015
A Universidade de Ciência de Tóquio e a empresa Ricoh estão a anunciar um novo material flexível que transforma a pressão e a vibração em energia eléctrica com alta eficiência. O projecto, denominado Borracha Geradora de Electricidade, foi desenvolvido tendo por base que, no futuro, o calçado normal ou de corrida poderá ser o acessório de carregamento dos nossos dispositivos móveis, como smartphones ou smartwatches.
 
“Os materiais piezoelétricos – que geram electricidade através da pressão mecânica – estão a captar a atenção enquanto materiais de recolha de energia. Estes materiais consistem em tecnologia ou processos de produção eléctrica com base em fontes externas, tais como pressão, vibração, luz, energia térmica, e ondas de rádio”, explica a empresa em comunicado. “Os principais materiais piezoelétricos correspondem à cerâmica ou polímeros, contudo, cada um apresenta limitações que impedem que sejam massificados no uso prático”.
 
A cerâmica piezoelétrica é utilizada apenas em casos específicos, devido à sua fragilidade e peso elevado, embora o material tenha a capacidade de gerar bastante electricidade. Por sua vez, o polímero piezoelétrico produz menos electricidade, apesar de obter flexibilidade através da redução da densidade.
 
“Imagine-se o seu uso na sola dos sapatos ou calçado de corrida, para gerar energia enquanto caminhamos e que possa ser suficiente para alimentar os sensores de movimento integrados, dispensando a utilização de equipamentos no pulso para contar os nossos passos. Ou, por exemplo, ser usado como carregador de bateria dos novos smartwatches”, explica a empresa.
 
A Borracha Geradora de Eletricidade produz um nível de electricidade tão elevado como as cerâmicas, enquanto a sua aparência é flexível como uma folha. Tendo em conta que o novo material supera as deficiências das cerâmicas e polímeros piezoelétricos, espera-se que este seja aplicado em diversos domínios, conjugando as vantagens de flexibilidade e alta potência.
 
Na verdade, o mecanismo desta solução não é o mesmo que os materiais piezoelétricos anteriores. A Ricoh, em colaboração com a Universidade de Ciência de Tokyo, lançou mecanismos de análise a nível molecular, com recurso a química computacional inovadora. Os resultados do estudo vão, no futuro, expandir as possibilidades do material e contribuir para o seu desenvolvimento e aplicação, em vários áreas e domínios.
 
A Borracha Geradora de Energia tem a sensibilidade necessária para a carga leve e a durabilidade para a carga pesada, através da combinação de potência equivalente às cerâmicas e flexibilidade superior aos polímeros. Além disso, ela traz vantagens ao nível de produtividade, uma vez que é maleável e não requer processos de alta temperatura como as cerâmicas.
 
Flexível, de alta potência, duradoura, manobrável e produtiva, a Borracha Geradora de Energia pode ser instalada em diversas localizações e espaços amplos. “Este material pode ser usado nos múltiplos domínios do mercado em geral, ao contrário das cerâmicas e polímeros”, conclui a empresa.

Cirurgia revolucionária cura diabetes tipo 2

Publicado por Green Savers em 21/06/2015
Um médico espanhol conseguiu reverter a diabetes tipo 2 em milhares de pacientes obesos, através de uma cirurgia revolucionária que vem trazer uma nova esperança para os 382 milhões de pessoas que sofrem desta doença em todo o mundo. A técnica foi desenvolvida por Carlos Ballesta, médico do Hospital Ruber Internacional, em Madrid.
 
Os especialistas calculam que a doença afecte entre 250.000 a 500.000 portugueses, avança o agregador O Meu Bem Estar, mas muitos deles ainda estão por diagnosticar. Apesar dos avanços da investigação científica, estilos de vida mais sedentários e má alimentação contribuem para a proliferação da doença, principalmente no mundo ocidental.
Enquanto tratava os seus pacientes obesos, Carlos Ballesta, chefe da Unidade de Obesidade e Diabetes do referido hospital, descobriu que a cirurgia de redução de apetite desenvolvida por si permitia também reverter o problema da diabetes. Ao contrário do “bypass” gástrico tradicional, a técnica de Ballesta, chamada de cirurgia metabólica, actua na zona do intestino que está ligada ao cólon, onde actuam as hormonas que metabolizam a insulina. A taxa de sucesso da intervenção ronda os 97%, escreve o jornal espanhol ABC.
“Os resultados da cirurgia implementada são extraordinários”, refe o médico ao jornal. A intervenção é pouco invasiva, pois é feita através de laparoscopia, e não deixa cicatrizes no paciente. Como tal, é considerada uma operação de baixo risco e o paciente pode ter alta nas 48 a 72 horas seguintes.
A cirurgia só pode, no entanto, ser aplicada em pacientes com excesso de peso. “Todas as pessoas que tenham um Índice de Massa Corporal superior a 35 ou que apresentem um excesso de peso de cerca de 30 quilos e que sejam diabéticas, hipertensas ou sofram de alguma patologia relacionada com o excesso de peso, como por exemplo hérnias discais, são indicadas para esta cirurgia”, explica Carlos Ballesta.
Desde que desenvolveu a técnica, Ballesta já operou mais de 3.000 diabéticos em toda a Espanha.

sábado, 6 de junho de 2015

Alterações climáticas estão a potenciar uma “nova era” no Árctico

Publicado por Green Savers em 27/05/2015
Uma mudança na camada de gelo permanente em que a camada mais fina desaparece no verão tem grandes implicações no ambiente. É por isso que os investigadores do Instituto Polar Norueguês defendem que o Oceano Árctico está a entrar numa “nova era” com as alterações climáticas.
 
A 25 de Fevereiro deste ano, a superfície gelada do Oceano Árctico registou um mínimo histórico. Desde 2002 que o tamanho do manto gelado de inverno do Árctico tem vindo a diminuir. Em 2013 aumentou ligeiramente, mas em 2014 voltou a diminuir. Os cientistas não sabem ao certo o que causa estas variações dramáticas, mas sabem que a tendência é para que o manto de inverno continue a diminuir de ano para ano.
 
Perante as alterações extremas que começam a acontecer nos pólos, esta equipa de cientistas noruegueses quer perceber quais as reais implicações para o ambiente, já que se pode tratar de uma reacção em cadeia.
 
A bordo do navio científico “Lance”, a equipa do Instituto Polar Norueguês começou já a monitorizar estas alterações. No último inverno, a expedição conseguiu chegar a cerca de 800 quilómetros do Pólo Norte nos meses mais frios. Segundo explica o director da instituição norueguesa, Jan-Gunnar Winther, à BBC, é através das medições do gelo durante o inverno que se podem retirar conclusões e definir cenários futuros.
 
“Não temos quase nenhuns dados sobre o Oceano Árctico no inverno – com algumas excepções -, por isso esta informação é muito importante para percebermos o processo de congelamento do gelo no início do inverno e também aqui estaremos quando começar a derreter no verão”, afirma Jan-Gunnar Winther.
 
Recolher dados sobre as condições do gelo vai permitir melhorar os modelos climáticos o que, por sua vez, ajudará a minimizar a margem de erro das projecções sobre as alterações climáticas.

domingo, 10 de maio de 2015

Onde se cultiva milho transgénico em Portugal?

Publicado por Green Savers em 07/05/2015
A Plataforma Transgénicos Fora disponibilizou hoje o mapa com a identificação e localização dos campos onde se cultiva milho transgénico em Portugal – é a primeira vez, em 10 anos, que se conhece esta lista, completa com nomes, moradas e áreas de exploração agrícola para o milho transgénico.
 
Segundo a plataforma, o Ministério da Agricultura recolhe anualmente esta informação, desde que se iniciou o cultivo continuado de OGM (organismos geneticamente modificados), mas só “divulga dados muito incompletos e tem vedado o acesso do público às localizações exactas dos terrenos”. Assim, “foram precisas cinco acções em tribunal para obter os dados completos de 2005 até 2014”
 
No mapa agora divulgado é possível consultar, para os anos de 2013 e 2014, os nomes, moradas e áreas das explorações agrícolas que adoptaram o milho transgénico, entre outras informações. “Estes dados são fundamentais para a detecção precoce de eventuais problemas e é precisamente por isso que a legislação europeia e nacional prevê a sua divulgação”, explica a plataforma.
 
No caso da saúde, continua a associação, “não pode excluir-se a possibilidade, por exemplo, de alergias ao pólen transgénico para quem viva em zonas circundantes”. “Uma publicação científica veio precisamente alertar para as alterações comportamentais em milho geneticamente modificado cultivado em diferentes condições, o que abre a porta a impactos locais diferenciados”.
 
Já em termos ambientais, não seria a primeira vez que se “encontrariam impactos negativos em espécies não alvo do ecossistema agrícola”. “Este aspecto é tanto mais importante quanto se sabe agora que a Monsanto, detentora da única autorização para cultivo de milho transgénico na União Europeia, não cumpre a legislação em vigor quanto à monitorização ecológica de risco, uma acusação recentemente publicada pela própria EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar”.
 
Recorde-se que Portugal tem votado a favor dos pedidos de introdução de novos transgénicos e, junto com a Espanha e República Checa, é dos únicos países onde ainda se cultivam transgénicos na UE.

sábado, 9 de maio de 2015

EUA: Yellowstone tem um reservatório subterrâneo de magma maior do que se pensava

Publicado por Green Savers em 01/05/2015
No coração do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, existe um supervulcão subterrâneo que liberta cerca de 45.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por dia. Mas a câmara magmática deste vulcão não é suficientemente grande para produzir tais níveis de CO2 e há anos que os cientistas procuravam por uma fonte vulcânica alternativa.
 
Agora, através da monitorização das ondas sísmicas, uma equipa de geofísicos descobriu uma enorme câmara secundária a uma profundidade maior que a câmara primária. Este outro reservatório tem rocha parcialmente fundida no seu interior, em quantidade suficiente para encher o Grand Canyon 11 vezes.
 
Esta câmara secundária encontra-se localizada imediatamente abaixo da câmara primária, a uma profundidade entre os 19 e 45 quilómetros, sendo 4,5 vezes maior que o reservatório primário, com uma capacidade de 46.000 quilómetros cúbicos. Para descobrir este último reservatório, os investigadores da Universidade do Utah monitorizaram ondas sísmicas provenientes de 5.000 pequenos sismos, decorrentes da actividade vulcânica subterrânea. O estudo foi ainda capaz de criar uma imagem tridimensional do sistema vulcânico de Yellowstone.
 
Os investigadores descobriram ainda que a câmara secundária, tal como o reservatório primário, não tem rocha completamente fundida no seu interior. A câmara primária tem apenas 2% de material líquido e o conteúdo tem um alto teor de ferro e magnésio. O reservatório secundário é composto por 9% de material líquido rico em silício.
 
“Este reservatório de magma tem um volume 4,5 vezes maior à câmara superior e estes novos dados são cruciais para perceber a evolução do vulcanismo basáltico-riolítico e para explicar a magnitude das emissões de CO2 do solo”, lê-se no estudo, cita o Daily Mail.
 
Apesar da descoberta desta nova câmara, os autores do estudo asseguram que a probabilidade de erupção não aumenta – uma em 700.000 por ano. O estudo indica ainda que terá sido a câmara magmática superior a responsável por alimentar três das erupções em Yellowstone, há dois milhões, 1,2 milhões e 640.000 anos atrás.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Monte Tambora explodiu há 200 anos

Publicado por Green Savers em 06/04/2015
Há 200 anos, na ilha de Sumbawa, Indonésia, a erupção do monte Tambora mudou para sempre a História do mundo. Apesar de esquecido nos dias que correm, o fenómeno foi o mais violento de sempre do género – e erupção foi quatro vezes maior que a do Krakatoa, em 1883, e 10 vezes a do Monte Pinatubo, em 1991 – e foi ouvido a 2.600 quilómetros de distância. Em Singapura, reza a lenda, pensou estar-se a ouvir o som de canhões a disparar.
 
Segundo os relatos da época, milhares de pessoas morreram na hora e estima-se que outras 40.000 terão falecido devido à fome e doenças associadas ao Tambora, nos meses seguintes.
 
No entanto, as consequências do Tambora foram ainda mais vastas. A quantidade de cinzas e dióxido de enxofre enviada para a atmosfera foi tal – a 43 km/h – que o sol ficou bloqueado e as temperaturas globais diminuiram entre 2ºC a 3ºC. O ano seguinte, 1816, foi o mais frio desde o século XV e, como consequência, as culturas foram escassas, o que provocou fome e violência, doenças e rios gelados.
 
A milhares de quilómetros de Tambora, pessoas migravam para outros lugares para fugir à fome – o estado norte-americano do Vermont perdeu 15.000 pessoas, naquele que foi considerado o Ano sem Verão. E em Nova Inglaterra, as pessoas sobreviveram a 1816 e 1817 a comer ouriços e plantas.
 
Em todo o mundo, as culturas agrícolas colapsaram e o gado morreu – terá sido, inclusive, o pior momento de fome de todo o século XIX. Depois da erupção, a montanha do vulcão ficou com metade da altura anterior e formou-se uma enorme caldeira, que hoje tem um lago.