quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Adeus desperdício alimentar



Desperdício alimentar: um problema atual

"Portugal perde ou desperdiça cerca de 1 milhão de toneladas de alimentos por ano, 324 mil das quais em casa, revela o Projeto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar (PERDA).
Um dos primeiros passos para não estragar comida é ter atenção à validade dos produtos, antes de comprar e consumir. Distinga entre data-limite de consumo (“consumir até…”) e durabilidade mínima (“consumir de preferência antes de…”).
A data-limite refere-se a alimentos perecíveis, como queijo fresco, iogurte e carne de aves, e deve ser respeitada. Caso contrário, pode sofrer toxi-infeção alimentar, se o alimento já estiver contaminado. A data de durabilidade mínima refere-se a alimentos como arroz, grão, bolachas, chocolates e massas. Nestes casos, ainda que possa haver alterações ao nível do sabor, da textura, da cor e do cheiro dos alimentos se a data for ultrapassada, estes podem ser consumidos com maior segurança."
Fonte aqui
Imagem daqui

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O que comer em véspera de exames?

Por Rita Morais, Nutricionista

Para além dos bons hábitos alimentares, dormir no mínimo oito horas é essencial.
Em véspera de exames o que pretendem todos os estudantes? Estar a 100%, ter o cérebro a trabalhar de forma eficaz, eficiente e arranjar formas de combater o cansaço. Para isso, a alimentação deve ser extremamente nutritiva.
 
O que acontece na maioria das vezes, por falta de tempo, é a procura de snacks, opções rápidas, práticas e que “matem” a fome de imediato, sem perder tempo na cozinha. No entanto, pode existir perda de tempo do ponto de vista intelectual. Se estas opções forem ricas em gordura, açúcar e sal, não serão opções nutritivas.
 
Para começar o dia da forma mais equilibrada, independentemente da hora de acordar, os estudantes devem tomar o pequeno-almoço como primeira refeição. Duas sugestões que servem apenas de “inspiração”: Pão de cereais com um pouco de manteiga de amendoim, uma chávena com leite magro com uma colher de chá de café e duas ameixas com a casca.
 
Para os adeptos de cereais, podem adicionar numa taça, um iogurte liquido magro, umas amoras (uma banana, morangos, ou outra fruta), flocos de aveia, umas nozes e/ou avelãs, sementes de chia e/ou girassol e ficam aptos para começar o dia a estudar.
 
Para aqueles que preferem estudar fora de casa, evitem passar muitas horas sem comer. Devem levar de casa algumas opções. A melhor “bomba” de nutrientes que posso recomendar, também muito prática, são as nozes, as avelãs, as amêndoas, considerados frutos gordos amiláceos, extremamente ricos em tudo o que o nosso cérebro precisa, já para não falar que são excelentes opções para substituirmos os croissants, as bolachas, os chocolates, considerados opções calóricas, cheias de gordura, açúcar e zero nutrientes interessantes para o cérebro.
 
A desidratação é algo que pode causar alguma sonolência, fraqueza e moleza. Para evitar estes sintomas tem de existir um esforço acrescido. Para isso, basta arranjar uma garrafa de água e assim beber ao longo do dia.
 

Couve-galega ajuda a prevenir o cancro

Texto de Pedro Rau (engenheiro hortofrutícola)
O ingrediente que dá cor ao caldo verde é rico em carotenoides e em vitaminas antioxidantes. Além de inibir o desenvolvimento cancerígeno numa fase inicial, também ajuda a desintoxicar o fígado.
A couve de folhas tem forte tradição na culinária portuguesa, sendo muito utilizada na confeção do típico caldo verde. Também conhecida como couve-galega, couve cigana, couve-de-todo-o-ano, couve sem cabeça ou couve de cortar, este tipo de couve é mais rica em carotenoides e clorofila, sendo uma boa fonte de pró-vitamina A, vitamina C, B1, B2, cálcio, ferro, magnésio e potássio.
 
É muito utilizada em Portugal (principalmente no norte) para confecionar caldo-verde e para acompanhar outros pratos como o cozido à portuguesa ou feijoada. Como a maioria das couves, previne a incidência de alguns tipos de cancro, pois tem na sua constituição glucosinolatos, que determinam o aroma e previnem o início do cancro.
 
Estas são couves com folhas grandes que se vão retirando ao longo do ano. As plantas podem alcançar cerca de dois metros de altura durante a fase vegetativa. Este crescimento dá-se quando as folhas dos nós inferiores vão caindo ou sendo colhidas. Este tipo de couves é mais rústica e adapta-se melhor a terrenos abandonados ou recém-estrumados. As flores são hermafroditas, autoférteis e, na sua maioria, polinizadas por abelhas.
 
As couves são consumidas desde tempos pré-históricos, há 4000 antes da atual era cristã. Na Roma Antiga, consumia-se muita couve a seguir ao estado de embriaguês, o que se provou mais tarde que a couve tem um efeito desintoxicante sobre o fígado. Estas couves podem durar mais de quatro anos e atingem geralmente grandes alturas, podendo atingir os cinco metros.
 
Esta couve adapta-se a vários tipos de solos, mas prefere solos de textura média ou argilosa, soltos e bem drenados. O pH deve ser de 6,5-7,5. Gosta de sol, tem a floração em dias longos, com mais de 12 horas. Pode colhê-la durante quase todo o ano no caso das folhas e entre os meses de fevereiro e março, no caso dos grelos. As folhas vão-se cortando manualmente assim que estejam expandidas.

Investigadores descobrem gene que pode retardar o envelhecimento

Artigo publicado por GREEN SAVERS em 13 de setembro de 2014

Uma equipa de biólogos descobriu um gene que pode retardar o envelhecimento. A descoberta foi feita durante um estudo sobre moscas da fruta e tudo indica que existe um mecanismo que estimula a capacidade do corpo das moscas em limpar o lixo celular – que causa desordens de envelhecimento – e de se regenerar. Tal mecanismo pode não só corresponder a uma maior longevidade como também a uma velhice mais saudável.
 

 
A descoberta foi feita por uma equipa de cientistas da University os California Los Angeles e o gene, conhecido como AMPK, está a ser estudado para que se possa perceber como ajuda a retardar o envelhecimento.
 
Os cientistas sabem há algum tempo que a restrição calórica prolonga a vida e tal deve-se a um gene chamado Sirtuin 1, que é activado quando as calorias são restringidas. Aparentemente o AMPK tem um funcionamento semelhante, entrando em funcionamento quando a energia fornecida pelos alimentos é limitada, refere o Inhabitat.
 
Se for possível identificar de uma forma de retardar o envelhecimento humano recorrendo a este gene das moscas, o AMPK seria bastante útil a tratar vários tipos de doenças crónicas, como a diabetes e o cancro, que aumentam à medida que as células vão envelhecendo e perdem a sua capacidade de regeneração.

Florestas mais sagradas do mundo podem estar em risco

Artigo publicado por GREEN SAVERS em 24 de outubro de 2013
Os cientistas alertam que algumas das florestas mais sagradas do mundo, protegidas pelas comunidades indígenas seguindo crenças tradicionais, estão entre os poucos ecossistemas florestais que foram poupados pelos madeireiros, mas que estão cada vez mais ameaçados.
“As provas mostram que muitas pessoas, incluindo madeireiros, têm durante anos respeitado ou têm sentido medo de ir contra algumas crenças religiosas – e que isso tem sido uma medida de conservação para várias florestas sagradas por todo o mundo”, disse Prasit Wangpakapattanawong, da Chiang Mai University na Tailândia.
 
As mais sagradas florestas podem ser encontradas em países asiáticos, em especial na Índia, onde foram preservadas e protegidas ao longo de séculos pelos adeptos do budismo. Mas a procura crescente por terras entre os investidores globais é uma ameaça real a estes paraísos, outrora seguros, ricos em biodiversidade.
 
Um exemplo citado por Wangpakapattanawong é uma secção de 500 hectares na floresta sagrada de Aravali, na Índia, que foi reservada para desenvolvimentos governamentais do estado de Haryana. Aí foi criado um plano que autoriza actividades na floresta até 2031 e que tem sido fortemente contestado pelas comunidades indígenas, avança o All Africa.
 
No Quénia, a floresta sagrada de Mrima, na faixa costeira de Kwale County também está sob a ameaça de mineiros que querem explorar as raras terras com nióbio, usado na produção de aço e dispositivos médicos e electrónicos. Mas os anciãos da região, os respeitados líderes religiosos tradicionais, opõem-se ao plano e prometem amaldiçoar quem invadir as suas terras. A floresta de Mrima foi declarada área protegida em 1961 por ser lar de árvores, aves e pequenos animais selvagens raros.
 
Um recente estudo da Northeastern Forestry University, na China, revelou que as florestas sagradas são ecologicamente importantes porque fornecem habitats a espécies endémicas raras e ameaçadas de extinção e têm um alto valor de conservação, apesar de serem áreas tipicamente pequenas.
 
No Quénia, as crenças entre a comunidade Maasai proíbem a qualquer pessoa cortar uma árvore, para lenha ou qualquer outra finalidade. É também uma ofensa cultural intervir com as raízes ou remover toda a casca de uma árvore para extracção de ervas, por exemplo. É graças a estas práticas que a floresta Loita, em Narok County, conseguiu ser conservada como indígena até hoje, abrangendo 33 mil riquíssimos hectares.

Alumínio a mais no dia a dia pode desencadear Alzheimer

Artigo publicado pela revista Visão em 14/10/2014.
A exposição ao metal presente em vários items do quotidiano, desde alimentos a cosméticos, provoca a formação de uma espécie de depósitos no cérebro que, por sua vez, podem facilitar a instalação da doença de Alzheimer.
 
Segundo um estudo agora publicado na revista Frontiers in Neurology, conduzido pelo renomado professor britânico Chrisopher Exley, o envenenamento por alumínio pode estar relacionado com a doença de Alzheimer.
 
O metal, argumenta o especialista, existe atualmente em praticamente tudo o que comemos, bebemos, injetamos ou absorvemos. Abundante na crosta da Terra, o alumínio é naturalmente absorvido pelas plantas a partir do solo. Mas o sulfato de alumínio é também adicionado à água, a bolos, como fermento, e está ainda presente no chá, café, vinho e refrigerantes.
 
Cosméticos, protetores solares e anti-transpirantes são outros dos produtos que usamos diariamente que têm grande probabilidade de conter alumínio.
 
"Como sabemos se a doença de Alzheumer não é a manifestação de uma toxicidade crónica do alumínio?", questiona o investigador, recordando que o metal é eliminado naturalmente pelos seres humanos, mas que grandes quantidades ficam depositada nos nervos, cérebro, ossos, fígado, coração, baço e músculos.
 
A teoria do professor é que esse alumínio a mais vai formando depósitos no cérebro, até um nível com o qual os neurónios já não sabem lidar.
 
"Se o mesmo neurónio ou tecido cerebral estiver a sofrer outros insultos ou outro problema degenerativo, então a resposta adicional ao alumínio vai exacerbar esses efeitos", defende
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nobel da química recompensa três pioneiros da “nanoscopia”

Texto de Ana Gerschenfeld publicado pelo jornal Público em 08/10/2014.
Desde 1873 que se presumia que os microscópios ópticos não vêem para além de pequenas bactérias. Os laureados contornaram essa limitação ao ponto de conseguir ver moléculas individuais nas células vivas.
 
O Prémio Nobel da Química foi atribuído a Eric Betzig, do Instituto Médico Howard Hughes (EUA), Stefan Hell, do Instituto Max Planck (Alemanha), e a William Moerner, da Universidade de Stanford (EUA), pelo “desenvolvimento da microscopia de super-resolução por fluorescência”, anunciou esta quarta-feira o comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia).
 
Cada um dos laureados recebe um terço do prémio, de um montante global de oito milhões de coroas suecas (quase 900.000 euros).
 
Desde o século XVII que a microscopia óptica permite visualizar o diminuto mundo vivo que nos rodeia – bactérias, espermatozóides e outras células, marcando o início da microbiologia. E fá-lo sem causar grandes estragos nos objectos observados – ao contrário da microscopia electrónica, mais recente, que exige que as amostras a observar sejam submetidas a tratamentos que matam os tecidos vivos.
 
Porém, a microscopia óptica convencional também apresenta uma limitação física intrínseca, enunciada em 1873 pelo físico alemão Ernst Abbe: a sua resolução será sempre inferior a metade do comprimento de onda da luz utilizada. Por outras palavras, não é, em teoria, possível visualizar objectos de dimensões inferiores a 0,2 mícrons (milésimos de milímetro), cerca de 500 vezes mais finos do que um cabelo humano.
 
Essa barreira teórica aparentemente imutável persiste. Mas não impediu os três laureados do Nobel da Química deste ano de encontrarem maneiras de a contornar na prática. Como? Graças à capacidade (que valeu aliás aos seus descobridores o Prémio Nobel da Química em 2008) de “marcar” às moléculas biológicas acoplando-as a uma proteína, chamada GPF – e produzida por uma pequena medusa –, que em certas condições de iluminação fica verde fluorescente.
 
“Graças a moléculas fluorescentes, os laureados do Nobel da Química de 2014 contornaram astutamente esta limitação” da microscopia óptica, explicou em comunicado a Real Academia Sueca de Ciências. E as suas “descobertas fundamentais” permitiram transformar a microscopia em “nanoscopia” (o nanómetro – ou milionésimo de milímetro – é a escala das moléculas individuais).
 
Duas técnicas foram agora recompensadas. Uma delas, desenvolvida em 2000 por Hell (51 anos, cidadão alemão nascido na Roménia), é a chamada microscopia STED (Stimulated Emission Depletion Microscopy). Utiliza dois lasers: um para estimular a fluorescência das moléculas na amostra que se pretende observar e o outro para “cancelar” toda a fluorescência, excepto num volume de dimensões nanométricas, explica ainda o documento. Assim, ao varrer a amostra “nanómetro após nanómetro”, o microscópio ilumina-a “à maneira de uma nano-lanterna”. E a seguir, por justaposição das várias pequenas imagens, obtém-se uma imagem do objecto cuja resolução é muito maior do que o limite teórico de 0,2 mícrons.
 
A segunda técnica, desenvolvida separadamente por Betzig (54 anos) e Moerner (61 anos), ambos nascidos nos EUA, é a “microscopia de molécula única”, baseada desta vez na capacidade de ligar e desligar a fluorescência de moléculas individuais. Isso permite obter várias imagens da amostra fazendo brilhar apenas algumas moléculas de cada vez. E aqui, é a sobreposição dessas múltiplas imagens que fornece então uma “super-imagem” de resolução nanométrica. A técnica é muito recente: foi utilizada pela primeira vez por Betzig em 2006.
Graças a estes avanços, “a microscopia, que era uma técnica biológica, passou a ser uma técnica química”, disse Sven Lidin, presidente do comité do Nobel da Química, em entrevista desde Estocolmo (retransmitida em directo por webcast) a seguir ao anúncio dos premiados. “Estamos a falar de química ao nível de uma única molécula e em condições reais.”
 
Tornou-se assim possível, em particular, ver como se formam as ligações nervosas no cérebro, seguir o rasto às proteínas envolvidas em doenças como a Parkinson ou a Alzheimer – e ainda, acompanhar o percurso de tal ou tal molécula num embrião em desenvolvimento, salienta o comunicado do comité do Nobel.
 
Segundo a agência Reuters, Betzig declarou-se “em estado de choque” quando soube a notícia – e Moerner, que estava a assistir a uma conferência no Recife (Brasil), disse que uma coisa dessas “faz bater o coração a toda a velocidade.”
 
Quanto a Hell, a agência AFP relata que, quando na quarta-feira o cientista recebeu o telefonema de Staffan Normark, do comité do Nobel, a dar-lhe os parabéns, pensou que se tratava de uma brincadeira. “Foi uma surpresa total, não conseguia acreditar”, disse Hell. Mesmo assim, acabou de ler o parágrafo de um artigo que tinha deixado a meio devido ao telefonema e só depois é que foi anunciar a boa nova à mulher e a algumas pessoas chegadas.