terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Extremófila - GFAJ-1

Foi descoberta, no Lago Mono na Califórnia uma nova espécie de bactéria. O Lago Mono é muito alcalino e contém elevadas concentrações de sais. Possui ainda uma das maiores concentrações naturais de arsénio do mundo. A descoberta foi bastante divulgada em 2 de Dezembro de 2010.
Apelidada de GFAJ-1, a bactéria é extremófila da família Halomonadaceae.
O arsénio é tóxico para a maioria dos seres vivos, apesar de se conhecerem bactérias capazes de resistir a grandes concentrações. Mas esta nova bactéria faz algo de extraordinário, quando privada de fósforo, pode, em vez deste, incorporar arsénio no seu ADN e continuar a sobreviver.
Através de recolhas de ADN destas bactérias constatou-se que o arsénio se liga ao oxigénio da mesma forma que o fósforo o faz, e que quando estas bactérias são cultivadas em arsénio, a sua velocidade de desenvolvimento é de 60%, menos 40% comparando o seu cultivo em fósforo. Ainda assim desenvolvem-se consideravelmente bem.
Quando os cientistas acrescentaram arsénio radioactivo à solução em que as bactérias se desenvolviam, descobriram que o arsénio estava presente nas partes celulares que tinham as proteínas e lípidos.
A descoberta deste micróbio que pode usar arsénio para fabricar os seus componentes celulares pode indicar que a vida pode desenvolver-se na carência de grandes quantidades de fósforo, ampliando assim a probabilidade de descobrir vida noutro local do universo. A sua descoberta suporta a ideia de que a vida noutros planetas pode ter uma constituição química completamente desigual da constituição dos seres vivos da Terra.

Fontes aqui e aqui

Os alunos do 10ºA: Cédric Magarreiro, Cristiano Almeida, Manuel Correia, Pedro Furtado.

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