quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Âmbar com 50 milhões de anos!

Foi descoberto na Índia um âmbar com mais de 50 milhões de anos que terá sido formado nas florestas tropicais indianas o que torna a descoberta ainda mais invulgar, já que o clima tropical é conhecido por não ser um bom preservador de fósseis.
Este âmbar continha mais de 700 fósseis de insectos antigos, como abelhas, aranhas, moscas, térmitas, entre outros, em que muitas destas nunca antes tinham sido avistadas (embora sejam semelhantes a espécies existentes hoje em dia, espalhadas pelo mundo). A dispersão destas espécies pode ser explicada pela proximidade deste território a pequenas ilhas, antes da colisão da Índia com a Ásia e pela possibilidade das plantas se manterem à deriva centenas de quilómetros no oceano.
No caso dos insectos, algumas das espécies podiam voar, enquanto as outras viajaram agarradas às plantas. Para além do âmbar recolhido, foram recuperadas amostras de madeira fóssil junto deste. Até agora os especialistas sugeriram que a floresta tropical que existe hoje, em todo o sudoeste asiático, teria sido originada à 20 ou 25 milhões de anos. Com a ajuda desta descoberta, foi possível demonstrar que os ecossistemas actuais deverão ter pelo menos 60 milhões de anos, uma vez que as amostras recolhidas correspondem às primeiras evidências fósseis da floresta tropical actual desta área.
Esta descoberta é muito importante, visto que contradiz a teoria que afirma que a Índia teria uma biodiversidade única, já que esteve milhões de anos isolada pelo oceano (fenómeno conhecido como endemismo).
O âmbar tem sido ligado quimicamente à Dipterocarpacaeae, uma família de árvores que representa 80% da cobertura florestal do Sudeste Asiático.

Fontes: Aqui e aqui

Os alunos do 10ºA: Guilherme Duarte, João Campoa, Miguel Glória, Pedro Rosado.

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